Cuidados para evitar acidentes é a melhor solução.

Infelizmente os pais não conseguem evitar que seus filhos corram, peguem objetos perigosos ou até se arrisquem na piscina.

É primordial saber agir nestas pequenas situações de emergência.

Neste espaço compartilhamos com você orientações básicas , lembrando que são cuidados iniciais, portanto não dispensa que o responsável pelo acidentado o leve ao hospital ou ao Pronto-Socorro.

Aspiração de Corpo Estranho

Se a criança aspirar um objeto pela boca, estimule a tosse, que é uma das melhores formas de expulsar.

  • NÃO tente retirar o objeto sem visualizá-lo, enfiando o dedo na boca, pois você sem querer poderá estar introduzindo-o ainda mais na via aérea;
  • Se puder visualizá-lo, retire-o com os dedos polegar e indicador, num movimento de pinça;
  • Se você ver que a criança não consegue tossir, respirar e está com a pele com coloração arroxeada, esta necessita de manobras para desobstruir a via aérea. Somente pessoas treinadas poderão realizar estas manobras. Leve-a o mais rápido ao hospital.
  • Mesmo já tenha eliminado o objeto, leve a criança ao hospital para garantir que esteja tudo bem.
  • NÃO oferecer qualquer tipo de alimentação até que seja liberado pelo médico.

Convulsões

Caso aconteça de você estar ao lado de alguém com convulsão, Não se assuste. Saiba o que fazer:

  • Manter a vítima deitada de lado, para que a saliva não engasgue e venha a ocorrer vômito, não sufocando-o. Deitar de preferência no chão, em um local onde possa proteger de traumas;
  • Colocar um travesseiro sob a cabeça;
  • NÃO realizar nenhuma manobra de PCR, respiração boca-a-boca;
  • Registrar a duração aproximada entre cada crise;
  • Quando os tremores musculares pararem, observar se a vítima está respirando;
  • NÃO administrar nenhuma medicação ou líquidos;
  • Ajudar a pessoa a readquirir a consciência.

Cortes

Ferimentos abertos a mais de seis horas (6h), poderá se contaminar com risco de infecção.

  • Lave a lesão com água corrente e coloque um pano limpo por cima comprimindo-o até parar o sangramento;
  • NÃO colocar medicamentos caseiros, como: “borra de café”, etc, evitando assim alergias ou infecção;
  • Se houver a necessidade de “dar pontos” (suturar), esta deverá ser feita no hospital, sob anestesia. Todas as dúvidas serão tiradas no hospital.

Fraturas

Pais não fiquem preocupados, saibam o que fazer no momento que aconteça uma fratura:

  • Fratura exposta – Cobrir o ferimento com um pano limpo ou gaze. NÃO tentar “colocar o osso no lugar”. Isto poderá piorar a fratura;
  • Se puder, imobilize-o antes de levar ao hospital, ou com um pedaço de madeira, papelão;
  • Mantenha a criança em jejum, pois se precisar de uma intervenção cirúrgica, o jejum já é um risco a menos. Mantenha-a consciente e pode oferecer um analgésico para diminuir a dor;
  • Colocar uma bolsa de gelo por cima do ferimento e elevar o membro lesado.
  • Caso ocorra sangramento (hemorragia), fazer uma compressão no local com panos limpos.

Ingestão de Corpo Estranho

Muito cuidado quando uma criança ingerir um objeto estranho.

  • NÃO provocar vômitos;
  • Os objetos de plástico ou metal pequenos, não pontiagudos, não cortantes frequentemente são eliminados nas fezes, sem causar danos maiores;
  • Objetos perigosos merecem cuidados especiais, como vidro, pilhas, baterias., podendo romper e liberar substâncias tóxicas;
  • Caso sejam um destes últimos, levar ao hospital.

Intoxicações

Sempre mantenha produtos químicos fora do alcance das crianças.

  • Transportar a vítima para o Pronto-socorro mais próximo o mais rápido possível e levar o produto tóxico;
  • No caminho, poderá telefonar ao centro toxicológico de sua cidade;
  • NÃO administrar líquidos, principalmente se a vítima estiver sonolenta ou inconsciente;
  • NÃO provocar vômitos, principalmente se o produto ingerido tiver sido soda caustica;
  • Certificar se a criança está respirando;
  • Se a intoxicação foi por substância inalada, retire a pessoa do lugar, remover as roupas sem deixar a vítima passar frio e procurar por queimaduras. Se houver contato, remover as roupas, lavar a região com água corrente e sabão e colocar compressas frias sobre o local para evitar coceiras.

CEATOX – Centro de Assistência Toxicológica do HC – FMUSP

Funciona 24h por dia

Tel.: 0800 148 110

www.ceatox.com.br

Queimaduras

O que fazer:

  • Retirar a vítima de queimadura próxima do que a causou, seguida de lavagem do local com água corrente e limpa;
  • Secar o local com muito cuidado com pano limpo (evitar algodão);
  • Se queimar e a roupa grudar na área queimada, muito cuidado ao retirá-la. Lavar a região até que se consiga retirar, cuidando para não lesar mais o local. Se continuar aderido a pele, cortar em volta deixando o pedaço aderido;
  • NÃO colocar água muito fria, sabão, manteiga, pasta de dentes ou qualquer outro produto sobre a lesão. Isso pode agravar mais a área atingida;
  • Proteger a lesão queimada com um pano limpo;
  • Não romper as bolhas, se surgirem.

Sangramento Nasal

O que fazer:

  • Colocar a vítima sentada com o corpo inclinado para frente, para evitar a deglutição de sangue;
  • Pressionar as narinas com os dedos em forma de pinça, na região acima da ponta do nariz;
  • Aplicar compressas frias. Após alguns minutos afrouxar a pressão e pedir que a vítima assoe o nariz;
  • Se o sangramento continuar por mais de 10 minutos, comprima o nariz novamente e procure o pronto-socorro.

Traumatismo Craniano

O que fazer:

Levar imediatamente ao hospital.

  • Pressionar o local com um pano limpo ou bolsa de gelo, se o local estiver sangrando;
  • Elevar a cabeça se a pessoa estiver consciente e respirando;
  • Atenção se houver fratura de crânio, quando dor, sensibilidade e hemorragia de couro cabeludo, além de inchaço ao redor da lesão e até perda de consciência;
  • Se, no período de 12h de observação a criança apresentar náuseas, vômitos, sonolência, dor de cabeça constante, palidez, convulsão, tremores e sangue em nariz e ouvido, levar imediatamente ao pronto-socorro.

Socorro Básico de Emergência

Socorros de urgência ou primeiros socorros são intervenções iniciais e imediatamente aplicadas ao paciente fora do ambiente hospitalar, a fim de garantir a vida do mesmo e evitar o agravamento das lesões ocorridas.

O atendimento inicial consiste numa avaliação rápida, recuperações das funções vitais, seguida de uma nova avaliação mais detalhada e, finalmente, os cuidados definitivos.

Seguimos uma seqüência por ordem de importância:

  • Vias aéreas superiores;
  • Respiração;
  • Circulação e controle de hemorragias;
  • Alterações neurológicas.

VIAS AÉREAS SUPERIORES

Observar a permeabilidade das vias aéreas superiores, que podem estar obstruídas por algodão, gaze, pedaços de osso ou outros corpos estranhos.
A remoção deve ser cautelosa, virando o paciente de lado, elevando-se a mandíbula e hiperestendendo-a, evitando assim a obstrução das vias aéreas.

RESPIRAÇÃO

A permeabilidade das vias aéreas superiores por si só não assegura uma boa ventilação.
Devemos observar se o paciente ou vitima respira sem esforço, observando a freqüência respiratória ou movimento do tórax num tempo determinado.
Observar também a sincronia dos movimentos, avaliando o fornecimento do oxigênio para o paciente ou vitima.
Lembrar que o mecanismo de inspiração e expiração é controlado pelo sistema nervoso.

CIRCULAÇÃO E CONTROLE DE HEMORRAGIAS

As hemorragias constituem-se na terceira etapa gradativa no atendimento emergencial.
Hemorragia significa perda aguda de sangue circulante. O volume de sangue no homem adulto corresponde a 7% do peso corporal.

  • Como diagnósticos temos:
  • Pulso rápido;
  • Palidez da pele e mucosas;
  • Sudorese profusa;
  • Pele fria.

ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS

Esta avaliação é importante para reconhecermos se existe diminuição na oxigenação cerebral, à qual poderão sobrevir quadros de Lipotimia, síncope, dentre outras. Para tanto, reconhecemos sinais importantes para descrevermos o nível de consciência deste paciente ou vítima, agrupado na sigla: AVDA, onde:

A = ALERTA
V = RESPOSTA AO ESTÍMULO VOCAL
D = RESPOSTA AO ESTÍMULO DOLOROSO
A = ARREATIVO

Avaliamos as alterações neurológicas também através da ESCALA DE GLASGOW. Por esta escala podemos fazer uma avaliação neurológica do estado agudo do paciente ou vítima, sabendo que um valor abaixo de 7 indica um estado de coma, por exemplo.

ESCALA DE GLASGOW

ABERTURA OCULAR
Espontânea ………………………………………………………………………… Valor 4
Estímulos verbais …………………………………………………………… Valor 3
Estímulos dolorosos …………………………………………………….. Valor 2
Ausente …………………………………………………………………………………. Valor 1

MELHOR RESPOSTA VERBAL
Orientado ……………………………………………………………………………… Valor 5
Confuso ………………………………………………………………………………….. Valor 4
Palavras Impróprias ………………………………………………………. Valor 3
Sons Ininteligíveis ………………………………………………………….. Valor 2
Ausente ………………………………………………………………………………….. Valor 1

MELHOR RESPOSTA MOTORA
Obedece comandos verbais …………………………………… Valor 6
Localiza estímulos …………………………………………………………. Valor 5
Retirada Inespecífica …………………………………………………… Valor 4
Padrão flexor ………………………………………………………………………. Valor 3
Padrão extensor  …………………………………………………………….. Valor 2
Ausente  ………………………………………………………………………………… Valor 1

Parada Cardíaca

Sinais e Sintomas:

  • Ausência de pulso e dos batimentos cardíacos;
  • Palidez acentuada
  • Se, algum desse sintomas for diagnosticado, não será possível chamar o medico, iniciando as manobras.

O que fazer:

Aplicar a massagem cardíaca externa

Como fazer a massagem cardíaca externa:

  • Colocar a vítima deitada sobre uma superfície plana e dura;
  • Mãos do atendente devem estar sobrepostas a metade inferior do esterno;
  • Dedos abertos sem tocar o tórax;
  • Pressionar vigorosamente, abaixando o esterno e comprimindo o coração de encontro a coluna vertebral e em seguida descomprimindo-o;
  • Repetir quantas vezes for necessário até voltar os batimentos cardíacos;
  • Recomendável 60 compressões por minuto.

Cuidados:

Em jovens a pressão deve ser feita com apenas uma das mãos e em crianças apenas com os dedos.
Essa medida evita fraturas ósseas no esterno e costelas.
Se houver parada respiratória juntamente com cardíaca ambas devem ser realizadas, reciprocamente.

Causas de Parada respiratória:

  • Choque elétrico
  • Estrangulamento
  • Sufocação
  • Reações alérgicas
  • Afogamento

Parada Respiratória

Como detectar:

Observar os sinais graves: Se o peito da vítima não se mexer ou se os lábios, face, língua e unhas ficarem azulados, certamente houve uma parada respiratória.

Como fazer a respiração artificial:

  • Afrouxe as roupas;
  • Desobstrua a circulação do pescoço, peito e cintura;
  • Desobstrua as vias aéreas (boca ou garganta);
  • Coloque a vítima em uma posição correta e deitada sobre uma superfície dura;
  • Ritmo de 15 respirações por minuto;
  • Ficar atento para reiniciar a manobra a qualquer momento.
  • Levantar o pescoço com uma das mãos, inclinando a cabeça para trás;
  • Puxar o queixo da vítima para cima, impedindo a língua de obstruir a entrada e saída de ar;
  • Colocar a boca sobre a boca;
  • Fechar as narinas da vítima com o polegar e o indicador;
  • Soprar dentro da boca até que o peito se levante e deixe que a vítima expire livremente;
  • Repita a manobra na freqüência de 12 a 15 vezes por minuto (1 insuflação de 5 em 5 segundos).

Na manobra da insuflação, verificar se a caixa torácica se eleva. Isso indica que a vítima está respirando e sua via respiratória se encontra livre.

Em certos casos, na presença de vômitos ou lesões no rosto da vítima, praticar a manobra com um lenço ou pedaço de pano sobre a boca.

Se as lesões ou outros motivos não permitirem a respiração boca a boca, neste caso, fazer a insuflação pelo nariz. Tapa-se a abertura da boca, inclina-se a cabeça e procede a insuflação.

Com crianças pequenas:

  • Deitar a criança com o rosto para cima
  • Cabeça inclinada para trás
  • Levantar o queixo projetando-o para fora
  • Evitar que a língua obstrua as vias aéreas e passagem de ar
  • Colocar a boca sobre a boca e o nariz da criança e soprar suavemente até que você veja o pulmão se expandir com ar e o peito se levantem
  • Deixe que ela expire e repita o método com ritmo de 15 respirações por minuto.
  • Pressione o estômago para evitar que ele se encha de ar.

Cuidados:

  • Manter a vítima aquecida e com as roupas frouxas;
  • Agir imediatamente
  • Manter a vítima deitada sobre uma superfície dura e rígida;
  • NÃO dê líquidos à vítima inconsciente;
  • NUNCA dar bebidas alcoólicas após recobrar a consciência;
  • Aconselha-se chá ou café;
  • Procure sempre um Médico quando a vítima se recuperar.

Causas:

  • Gases venenosos
  • Vapores químicos
  • Falta de oxigênio
  • Afogamento
  • Sufocação
  • Choque elétrico
  • Sedativos

Estado de Choque

Sinais e Sintomas:

  • Pele fria;
  • Sudorese;
  • Palidez da face;
  • Respiração curta, rápida e irregular;
  • Visão turva;
  • Pulso rápido e fraco;
  • Semiconsciência;
  • Vertigem ou queda ao chão;
  • Náuseas ou vômitos.

O que fazer:

  • Avaliar rapidamente o estado da vítima e estabelecer prioridades;
  • Colocar a vítima em posição lateral;
  • Afrouxar as roupas a agasalhar contra o frio;
  • Manter sempre a vítima respirando. Fornecer, se possível, oxigênio ou ar puro.

O que pode causar:

  • Queimaduras
  • Ferimentos graves ou externos
  • Esmagamentos
  • Perda de sangue
  • Envenenamento por produtos químicos
  • Ataque cardíaco
  • Exposições extremas ao calor ou frio
  • Intoxicação por alimentos
  • Fraturas

Desmaio

Pode ser considerado um leve estado de choque.

Sinais e Sintomas:

  • Palidez;
  • Enjôo;
  • Suor constante;
  • Pulso fraco;
  • Respiração fraca.

O que fazer:

  • Colocar a vítima em posição lateral;
  • Abaixar a cabeça e realizar leve pressão sobre a nuca;
  • Afrouxar as roupas;
  • NÃO dar líquidos a pessoas desmaiadas.

O que pode causar:

  • Emoções súbitas
  • Fadiga
  • Ar sufocante
  • Dor
  • Fome
  • Nervosismo

Afogamento

Explicação científica:

O afogamento é uma asfixia por meio de líquido.

Pode-se dar pela aspiração água, levando a um enxarcamento dos alvéolos pulmonares, ou pelo espasmo da glote, fechando violentamente a passagem de ar.

Na asfixia por água, ocorre a paralisação da troca de gás (O2), não deixando que este passe para a corrente sanguínea, impedindo que o CO2 saia. Como complicação, temos a produção de ácido lático, que se acumula no organismo levando a um grau de hipóxia.

Essa associação de acumulo de ácido lático com CO2 leva a grandes distúrbios no coração e cérebro, não resistindo a ausência de O2. Surge a coloração cianótica, pela constricção dos vasos sanguíneos da pele, tornando-a fria e azulada, devido à descarga de adrenalina.

A água aspirada e deglutida provoca uma pequena alteração no sangue, como: aumento ou diminuição na taxa de sódio e potássio, além do aumento ou diminuição do volume de sangue (hiper ou hipovolemia), dependendo do tipo de água em que ocorreu o acidente – e destruição das hemácias. Bastam ai poucos minutos sem oxigênio para que ocorra a morte desses órgãos.

Sinais e Sintomas:

  • Agitação
  • Dificuldade respiratória
  • Inconsciência
  • Parada respiratória
  • Parada cardíaca

O que fazer:

  • Aproxime-se da vítima pelas costas
  • Segure-a e mantenha-a com a cabeça fora da água
  • Procure retirar objetos que possam estar na boca e iniciar imediatamente a respiração boca a boca, ainda com a vítima na água.
  • Já fora da água, colocar a vítima deitada de costas com a cabeça mais baixa que o corpo (pernas levantadas).
  • Insistir na respiração boca a boca.
  • Iniciar as manobras de parada cardio respiratória, realizando massagem externa, se a vítima apresentar ausência de pulso e pupilas dilatadas.
  • Massagear os braços e as pernas para estimular a circulação
  • Aquecer a vítima e transportá-la o mais rápido ao hospital.

Advertência:

Muito cuidado se a vítima estiver consciente e com o conhecimento do que está acontecendo. Ela pode se deixar dominar pelo pânico e arrastar o socorrista.

Tirar tudo que esteja ao alcance da vítima, como um remo, por exemplo. Segurar a cabeça por trás e puxar para terra.

Alcoolismo

Sinais e Sintomas:

  • Agitação psicomotora
  • Espasmos musculares (contrações) ou não
  • Salivação intensa (“bába”)
  • Perda dos sentidos
  • Relaxamento dos esfíncteres, podendo até urinar e evacuar, durante a convulsão.

O que fazer:

  • Afastar objetos que possam causar lesões ou ferimentos, como fraturas.
  • Dar espaço a vítima
  • Proteger a cabeça da vítima (mão, roupa, travesseiro)
  • Lateralizar a cabeça para evitar o engasgo com a saliva
  • Deixar os membros livres
  • Afrouxar as roupas
  • Observar a respiração se está adequada e se não há obstrução das vias aéreas
  • Não tracionar a língua
  • Não colocar objetos na boca para segurar a língua (colher, caneta, madeira, dedos)
  • Limpar as secreções salivares para facilitar a respiração
  • Passando a convulsão, se a vítima quiser dormir, deixe-a descansar
  • NÃO medique a vítima, mesmo que a mesma tenha seus medicamentos. Os reflexos não estão totalmente recuperados.
  • Se a convulsão for provocada por febre alta (crianças), dê um banho com água morna de chuveiro, colocar roupas leves e providenciar ida ao hospital.
  • Se a convulsão for por acidente ou atropelamento, NÃO retirar a vítima do local, aguardando chagada do socorro. Se transportada de modo incorreto, a vítima pode até morrer.

Cuidados:

  • Não discuta com o doente.
  • Proteja o doente para que o mesmo não se machuque ou machuquem outrem.

Choque Elétrico ou Eletrocução

O que fazer:

  • Cessar a passagem de corrente elétrica pelo corpo da vítima
    • Cortando a tensão se o aparelho estiver acessível
    • Com cuidado, provocar um curto circuito a fim de fazer funcionar os aparelhos de proteção.
    • Afastando os condutores da vítima (isolar se com luvas isolantes e tapete de proteção.
  • Se a vítima estiver inanimada:
    • Liberá-la da dentadura ou óculos existentes, afrouxar as roupas e iniciar as manobras de reanimação cardio pulmonar. Solicitar a presença de um médico e transportá-la até um hospital.
    • No momento da reanimação a vítima pode apresentar movimentos convulsivos e tornar a perder o conhecimento. Novamente, respiração artificial.
    • NÃO dar qualquer bebida a vítima.
    • Evitar o arrefecimento tapando-a com uma manta.
    • Se a vítima além de inanimada não tem pulso, fazer a respiração artificial com massagem cardíaca externa ou 15 compressões do coração seguidas de 4 insuflações de ar (1 socorrista).
  • Se a tensão causadora do choque for superior a 500 V:
    • A vítima perdeu a consciência
    • Transportar a vítima ao hospital mais próximo e recolher amostra de urina que surjam eventualmente no transporte para posterior análise.
  • Se a vítima apresentar queimaduras, não aplicar drogas no local.
    • Retirar eventuais corpos estranhos e proteger o local com panos limpos.
    • Transportar o mais rápido ao hospital
    • Informar o tempo em que a vítima esteve em contato com a fonte de energia elétrica.

Exposição ao Calor Excessivo

Vulneráveis com maior atenção:

  • Crianças nos primeiros anos de vida;
  • Pessoas idosas;
  • Portadores de doenças crônicas (diabetes, doença mental, doença renal, afecções cardíacas e respiratórias);
  • Pessoas acamadas;
  • Pessoas obesas

O que fazer:

De uma forma geral, tentar reduzir a temperatura do corpo.

Retirar a vítima do local, umedecer a cabeça e o tronco co m água fria e oferecer líquidos à vontade.

Ingestão de Líquidos:

Em condições normais, quando a temperatura ambiente está elevada, o corpo transpira, mantendo sua temperatura dentro dos parâmetros compatíveis com a saúde.

Se, esta transpiração for excessiva, o corpo desidrata, gerando uma situação grave de saúde.

Se não ocorrer a transpiração, ocorre um aumento ainda maior da temperatura, provocando um grau excessivo de desidratação e danos irreversíveis ao cérebro ou outros órgãos.

Por isso deve-se fazer a ingestão de líquidos, água, sucos de fruta naturais, mesmo não tendo sede.

Bebidas alcoólicas podem aumentar a desidratação. Não se aconselha também bebidas gaseificadas, com cafeína, ricas em açucares ou quentes.

Sal e Minerais:

Com a transpiração, perde-se grande quantidade de sal e minerais no organismo, fazendo com que a vítima sinta cansaço, dificuldade de concentração, câimbras. Por isso, deve-se fazer a reposição destes sais minerais e o sal.

A reposição é feita através de sumos de frutas em seu estado natural, ou de substâncias que contenham estes minerais.

No domicílio:

  • Se sua residência for muito quente, é conveniente nas horas de mais calor, visitar um local com ar condicionado (museus, cinemas, bibliotecas).
  • Recomenda-se nos momentos de calor intenso, duchas de água fria.
  • Reduzir a roupa ao mínimo, sobretudo nos bebês e doentes acamados.
  • Evitar esforços físicos.
  • Abrir as janelas para diminuir a temperatura dentro da casa.

Alimentação:

Evitar comidas pesadas ou picantes.

Depois de comer, esperar, descansar um pouco antes de começar as tarefas que exijam esforço físico.

Pessoas de risco:

As que sofrem de doenças graves ou outras situações que as debilite nas situações de calor.

Exposição ao SOL

  • Evitar exposição ao sol mesmo em períodos curtos;
  • Não permanecer dentro de veículos estacionados ao sol, principalmente nas horas de muito calor;
  • Se necessário exposição ao sol, usar proteção como chapéus, roupas largas e claras, protetor solar (fator > 15), procurar locais a sombra, frescos e arejados, descansar ou diminuir os esforços físicos durante um tempo.

Bebês e pessoas idosas não devem ir à praia nos dias de grande calor.

Aclimatar:

Pessoas que se deslocam de um lugar de clima frio ou temperado para um local de clima quente é importante aclimatação do corpo.

Durante alguns dias aumentarem a tolerância às altas temperaturas, antes de se exporem ao sol ou começarem a fazer exercícios físicos.

GOLPE DE CALOR

Ocorre quando o corpo não consegue controlar a sua própria temperatura.

Os mecanismos da sudação falham e a temperatura sobe rapidamente, em 10 a 15 minutos, atingindo os 39 graus Celsius.

Pode causar morte ou uma deficiência crônica se não for tratado rapidamente.

Sinais e Sintomas:

  • Temperatura corporal alta
  • Pele vermelha, quente, seca e sem suor;
  • Pulso rápido e forte;
  • Dor de cabeça;
  • Tonturas;
  • Náuseas;
  • Confusão;
  • Perda da consciência.

Cuidados:

  • Procurar ajuda médica;
  • Baixar temperatura corporal;
  • Procurar sombra ou lugar fresco, dar banho com água fria ou tépida em banheira, com mangueira ou esponja.
  • Se houver contrações corporais, não dar líquidos e proteger a vítima para que não se machuque.

Feridas

LEVES ou SUPERFICIAIS:

O que fazer:

  • Limpeza do local com água corrente ou soro fisiológico;
  • Curativo com mercúrio ou iodo;
  • Cobrir o ferimento com gaze ou pano limpo;
  • Encaminhar a vítima ao hospital ou UBS.

Cuidados:

Não tente tirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento.

PROFUNDOS:

  • Ferimentos abdominais abertos

Evitar mexer nas vísceras expostas, cobrir com panos limpos e úmidos e fixar com faixa, removendo a vítima ao hospital o mais rápido.

  • Ferimentos profundos de tórax

Cubra o ferimento com gaze ou pano limpo, evitando entrada de ar para o tórax, durante a inspiração. Aperte uma faixa em torno do tórax para não prejudicar a respiração da vítima.

  • Ferimentos de cabeça

Afrouxe as roupas da vítima e mantenha deitada em decúbito dorsal e agasalhada.

Faça compressas para conter a hemorragia, transferindo ao pronto socorro mais próximo.

Não dar líquidos ou comida, principalmente se tiver que ser operado.

FERIMENTOS PERFURANTES:

O que são:

Lesões causadas por acidente com vidros, metais, etc.

O que fazer:

  • Farpas = prendam-as com uma atadura sobre uma gaze
  • Atadura = nos dedos, mãos, antebraço, perna, cotovelo ou joelho.

A bandagem serve para manter o curativo, uma imobilização de fratura provisoriamente ou uma parte do corpo lesada.

Cuidados:

O local da lesão deve estar limpo e os músculos relaxados.

Começar sempre pelas extremidades dos membros lesados para o centro.

Qualquer enfaixamento ou bandagem provocando dor ou garroteamento deve ser afrouxada imediatamente.

FERIMENTOS NA CABEÇA

O que fazer:

  • Quando existe comoção cerebral (perda da consciência durante 1 hora, tonturas e vômitos), evitar esforço corporal;
  • Quando com inconsciência ou inquietação, deitar a vítima de costas e afrouxar as roupas, principalmente em volta do pescoço. Agasalhar a vítima.
  • Havendo hemorragia, colocar uma compressa ou pano limpo sobre o ferimento e perder com ataduras.
  • Se sangramento for nariz, boca ou ouvido vire a cabeça de lado que está sangrando
  • Se o líquido escoado pelo ouvido for límpido, incolor, deixe-o sair virando a cabeça de lado.
  • Chamar o médico

No caso de feridas graves:

  • Atadura protetora;
  • Colocar a vítima de lado, se perder consciência;
  • Transportar ao hospital;
  • Nunca tentar tirar lascas de osso.

Ataduras:

Mantendo o curativo, imobilização de uma fratura ou contar provisoriamente uma parte do corpo, usam-se ataduras.

Na sua falta, tiras limpas de pano ou lençol.

Na aplicação de bandagem, tomar medidas de cuidado, como:

  • região limpa, músculos relaxados, enfaixar da extremidade ao centro.

 

Não imprima uma pressão excessiva ao enfaixar. Observar a circulação.

Deixar sempre as extremidades livres (dedos), para observarmos o garroteamento, cor arroxeado e frio na pele local.

Mordida de Animal

MORDIDA DE ANIMAL: Primeiros cuidados
Se um animal morder a você ou ao seu filho, siga estas orientações:

PEQUENAS FERIDAS:
Se a mordida rompe a pele e não há risco de raiva, tratá-la como uma ferida pequena. Lavar o ferimento cuidadosamente com água e sabão. Aplicar um creme antibiótico para prevenir infecção e cobrir a região atingida com um curativo limpo

FERIDAS PROFUNDAS:
Se a mordida criar uma perfuração profunda da pele ou se a pele for rasgada e sangrar
Aplicar uma pressão com um pano limpo e seco para parar o sangramento e não deixe de consultar seu médico.

PARA INFECÇÕES:
Se notar sinais de infecção, tais como inchaço, vermelhidão, aumento da dor.
Consulte rapidamente seu médico.

PARA SUSPEITA DE RAIVA:
Se suspeitar que a mordida foi causada por um animal que possa transmitir raiva – incluindo animais domésticos ou selvagens sem saber se foram vacinados – consulte o seu médico imediatamente.

O Ministério da Saúde recomenda tomar vacina contra tétano a cada 10 anos. Se tiver tomado sua vacina a mais de cinco anos e a ferida está profunda ou suja, seu médico poderá recomendar mais um reforço. Você deve tomar outra vacina dentro de 48 horas.

Animais domésticos mordem mais. Os cães são mais propensos a mordida do que os gatos. Os gatos mordem, no entanto, são mais susceptíveis de causar infecção. Mordidas de animais domésticos não vacinados e animais selvagens podem apresentar o risco da raiva. A raiva é mais comum nos guaxinins, morcegos e raposas do que nos cães e gatos. Coelhos, esquilos e outros roedores raramente transmitem a raiva.

Bolhas: Primeiros Cuidados

Causas comuns de bolhas incluem: atrito e queimaduras. Se a bolha não for muito dolorosa, faça o possível para mantê-la intacta. Pele intacta ao redor de uma bolha oferece uma barreira natural para as bactérias e diminui o risco de infecção.

Se a bolha for pequena, cubra-a com uma bandagem adesiva, mas se a bolha for grande, cubra-a com uma gaze que possa absorver a umidade e permitir que a ferida respire.

Não fure a bolha, a não ser que esteja muito doloroso ou que possa estar impedindo-o de andar. Se você tem diabetes ou má circulação, chame o seu médico antes de se automedicar.

Para aliviar as bolhas relacionadas com dor, drenar o líquido, deixando intacta a pele sobrejacente. Veja como:

  • Lavar as mãos e as bolhas com água morna e sabão;
  • Passar um swab (cotonete) com iodo ou álcool;
  • Esterilize uma agulha embebida com álcool;
  • Use a agulha para fazer pequenos furos em vários locais na bolha. Deixe o líquido escorrer, deixando a pele sobrejacente no lugar.

Aplique uma pomada antibiótica sobre a bolha e cubra com uma gaze ou bandagem.

Depois de alguns dias, corte fora a pele morta utilizando uma pinça e uma tesoura esterilizada com álcool. Aplique mais uma pomada e gaze.

Chame seu médico se você observar sinais de infecção, como pus, vermelhidão, dor.

Para evitar bolhas, usar luvas, meias, bandagens ou similar proteção sobre a área que será esfregada. Meias especiais estão disponíveis para proteção extra nas áreas que possam crescer as bolhas. Você também pode colocar outra proteção no interior do seu sapato ou calcanhar.

Lipotímia

É um acidente que pode ocorrer com freqüência, seja em casa, ou no trabalho ou até no consultório médico.

A Lipotimia é causada por anemia cerebral passageira (diminuição da oxigenação).

As causas são variáveis, quase sempre relacionadas a fatores emocionais: visualização de sangue, queda da pressão, etc.

Tratamento:

  • Colocar a cabeça do paciente ou vítima entre os joelhos e depois retornar a posição inicial, alternando estes movimentos de pressão e relaxamento da nuca.
  • Conversar com o paciente ou vitima obtendo respostas, pois como ele está consciente, é favorável psicologicamente.
  • Administrar oxigênio puro 2 a 5 l/m, deixando com respiração livre.

A Lipotimia constitue um processo passageiro e seus sintomas não têm gravidade.

Situações Vitais

O que fazer em caso de acidente:

  • Dominar rapidamente a situação e prevenir perigos mortais;
  • Afastar os feridos dos locais onde estes possam correr perigo (ex. Estradas, fogo);
  • Quando Não for estritamente necessário NUNCA DEVERÁ MOVER UM FERIDO!;
  • Em caso de acidente de viação deve-se colocar o triângulo de sinalização num local visível e usar o colete de sinalização;
  • Caso haja necessidade de chamar uma ambulância deverá mandar um terceiro. NUNCA deixar a vítima sozinha;
  • Verificar o tipo e importância das lesões, controlando os pulsos e a respiração;
  • Feridos GRAVES deverão ter cuidados de acordo com os princípios abaixo:
    • Parada Respiratória: desobstruir vias aéreas, praticar respiração artificial;
    • Hemorragias: colocar o ferido numa posição correta e aplicar atadura ou pano limpo que impeça a hemorragia;
    • Estado de choque: tomar medidas preventivas, como alívio da dor, repouso, proteção contra o frio.

Na maioria das situações, exceto nos casos de suspeita de fratura da coluna vertebral ou pescoço, colocar a vítima na posição lateral de segurança (lateral direito ou esquerdo).

Afogamento

Explicação científica:

O afogamento é uma asfixia por meio de líquido.

Pode-se dar pela aspiração água, levando a um enxarcamento dos alvéolos pulmonares, ou pelo espasmo da glote, fechando violentamente a passagem de ar.

Na asfixia por água, ocorre a paralisação da troca de gás (O2), não deixando que este passe para a corrente sanguínea, impedindo que o CO2 saia. Como complicação, temos a produção de ácido lático, que se acumula no organismo levando a um grau de hipóxia.

Essa associação de acumulo de ácido lático com CO2 leva a grandes distúrbios no coração e cérebro, não resistindo a ausência de O2. Surge a coloração cianótica, pela constricção dos vasos sanguíneos da pele, tornando-a fria e azulada, devido à descarga de adrenalina.

A água aspirada e deglutida provoca uma pequena alteração no sangue, como: aumento ou diminuição na taxa de sódio e potássio, além do aumento ou diminuição do volume de sangue (hiper ou hipovolemia), dependendo do tipo de água em que ocorreu o acidente – e destruição das hemácias. Bastam ai poucos minutos sem oxigênio para que ocorra a morte desses órgãos.

Sinais e Sintomas:

  • Agitação
  • Dificuldade respiratória
  • Inconsciência
  • Parada respiratória
  • Parada cardíaca

O que fazer:

  • Aproxime-se da vítima pelas costas
  • Segure-a e mantenha-a com a cabeça fora da água
  • Procure retirar objetos que possam estar na boca e iniciar imediatamente a respiração boca a boca, ainda com a vítima na água.
  • Já fora da água, colocar a vítima deitada de costas com a cabeça mais baixa que o corpo (pernas levantadas).
  • Insistir na respiração boca a boca.
  • Iniciar as manobras de parada cardio respiratória, realizando massagem externa, se a vítima apresentar ausência de pulso e pupilas dilatadas.
  • Massagear os braços e as pernas para estimular a circulação
  • Aquecer a vítima e transportá-la o mais rápido ao hospital.

Advertência:

Muito cuidado se a vítima estiver consciente e com o conhecimento do que está acontecendo. Ela pode se deixar dominar pelo pânico e arrastar o socorrista.

Tirar tudo que esteja ao alcance da vítima, como um remo, por exemplo. Segurar a cabeça por trás e puxar para terra.

Fraturas/Entorses

Quando acontece um traumatismo é difícil saber se ocorreu uma fratura (quebrou um osso) ou apenas alguma lesão. Na grande maioria das vezes ocorre lesão de tendões, de músculos ou ligamentos.

O atendimento deve ser sempre como se tivesse ocorrido uma fratura óssea.

Como cuidado, deve-se imobilizar a região afetada. Esta imobilização reduz a dor e o inchaço e impede que os ossos se desalinhem.

Nunca tente colocar o osso no lugar.

É importante colocar gelo no local afetado, pois ajuda a reduzir o inchaço e o gelo age como anti-inflamatório local. Mas, não deixe o gelo por muito tempo, pois ele pode lesar a região e provocar dor.

CUIDADOS

Observar se os dedos, quando o traumatismo ocorrer nos membros superiores e inferiores, para que a circulação sanguínea esteja intacta. Aperte e solte a ponta dos dedos.

Nunca enfaixar a mão se os dedos estiverem inchados.

Numa fratura no pé, não tente tirar o sapato ou meia

Queimaduras

As queimaduras são lesões que acontecem na pele em conseqüência da ação do calor sobre a pele, frio ou agentes químicos.

Tomar cuidado com as crianças ao mexer em objetos que podem causar queimaduras, como por exemplo: ferro de passar roupa, forno, aquecedores, líquidos quentes, fogão, velas).

As queimaduras por frio são menos freqüentes em nosso país. Substâncias como soda caustica e ácido clorídrico (muriático) podem causar este tipo de queimadura.

A queimadura é classificada em 3 graus:

1º Grau

Queimaduras provocadas pelo sol.

O calor destrói apenas a camada superficial da pele, ficando vermelha, o local arde geralmente sem bolhas.

Tratamento: Deve-se tomar banho com água fria e deixar a regiçao acometida bem seca, sem esfregar a pele.

Para aliviar a dor, usar analgésicos. Se a dor for muito grande, procure seu médico.

Não aplique nenhum tipo de pomadas, manteiga, pasta de dente ou qualquer outra substancia. Elas podem causar alergia ou grudar na pele e piorar o problema.

2º Grau

Caracterizada pela formação de bolhas, cheias de líquido amarelo-claro.

Típica queimadura com panelas quentes, líquido quente.

Jamais fure as bolhas. Os germes existentes na pele podem infeccioná-las

Tratamento: colocar a parte atingida em água corrente ou numa vasilha de água fria no mínimo por cinco minutos. Depois cobrir a parte da lesão com gaze ou pano limpo. A água fria alivia a dor e resfria a pele.

Não passe nenhuma pomada, pasta de dente, gelo, pó de café, manteiga.

3º Grau

São as queimaduras mais profundas. Não ocorrem bolhas, por que as camadas mais superficiais da pele morrem.

+ Primeiros Socorros para Crianças

Aspiração de Corpo Estranho

Se a criança aspirar um objeto pela boca, estimule a tosse, que é uma das melhores formas de expulsar.

  • NÃO tente retirar o objeto sem visualizá-lo, enfiando o dedo na boca, pois você sem querer poderá estar introduzindo-o ainda mais na via aérea;
  • Se puder visualizá-lo, retire-o com os dedos polegar e indicador, num movimento de pinça;
  • Se você ver que a criança não consegue tossir, respirar e está com a pele com coloração arroxeada, esta necessita de manobras para desobstruir a via aérea. Somente pessoas treinadas poderão realizar estas manobras. Leve-a o mais rápido ao hospital.
  • Mesmo já tenha eliminado o objeto, leve a criança ao hospital para garantir que esteja tudo bem.
  • NÃO oferecer qualquer tipo de alimentação até que seja liberado pelo médico.

Convulsões

Caso aconteça de você estar ao lado de alguém com convulsão, Não se assuste. Saiba o que fazer:

  • Manter a vítima deitada de lado, para que a saliva não engasgue e venha a ocorrer vômito, não sufocando-o. Deitar de preferência no chão, em um local onde possa proteger de traumas;
  • Colocar um travesseiro sob a cabeça;
  • NÃO realizar nenhuma manobra de PCR, respiração boca-a-boca;
  • Registrar a duração aproximada entre cada crise;
  • Quando os tremores musculares pararem, observar se a vítima está respirando;
  • NÃO administrar nenhuma medicação ou líquidos;
  • Ajudar a pessoa a readquirir a consciência.

Cortes

Ferimentos abertos a mais de seis horas (6h), poderá se contaminar com risco de infecção.

  • Lave a lesão com água corrente e coloque um pano limpo por cima comprimindo-o até parar o sangramento;
  • NÃO colocar medicamentos caseiros, como: “borra de café”, etc, evitando assim alergias ou infecção;
  • Se houver a necessidade de “dar pontos” (suturar), esta deverá ser feita no hospital, sob anestesia. Todas as dúvidas serão tiradas no hospital.

Fraturas

Pais não fiquem preocupados, saibam o que fazer no momento que aconteça uma fratura:

  • Fratura exposta – Cobrir o ferimento com um pano limpo ou gaze. NÃO tentar “colocar o osso no lugar”. Isto poderá piorar a fratura;
  • Se puder, imobilize-o antes de levar ao hospital, ou com um pedaço de madeira, papelão;
  • Mantenha a criança em jejum, pois se precisar de uma intervenção cirúrgica, o jejum já é um risco a menos. Mantenha-a consciente e pode oferecer um analgésico para diminuir a dor;
  • Colocar uma bolsa de gelo por cima do ferimento e elevar o membro lesado.
  • Caso ocorra sangramento (hemorragia), fazer uma compressão no local com panos limpos.

Ingestão de Corpo Estranho

Muito cuidado quando uma criança ingerir um objeto estranho.

  • NÃO provocar vômitos;
  • Os objetos de plástico ou metal pequenos, não pontiagudos, não cortantes frequentemente são eliminados nas fezes, sem causar danos maiores;
  • Objetos perigosos merecem cuidados especiais, como vidro, pilhas, baterias., podendo romper e liberar substâncias tóxicas;
  • Caso sejam um destes últimos, levar ao hospital.

Intoxicações

Sempre mantenha produtos químicos fora do alcance das crianças.

  • Transportar a vítima para o Pronto-socorro mais próximo o mais rápido possível e levar o produto tóxico;
  • No caminho, poderá telefonar ao centro toxicológico de sua cidade;
  • NÃO administrar líquidos, principalmente se a vítima estiver sonolenta ou inconsciente;
  • NÃO provocar vômitos, principalmente se o produto ingerido tiver sido soda caustica;
  • Certificar se a criança está respirando;
  • Se a intoxicação foi por substância inalada, retire a pessoa do lugar, remover as roupas sem deixar a vítima passar frio e procurar por queimaduras. Se houver contato, remover as roupas, lavar a região com água corrente e sabão e colocar compressas frias sobre o local para evitar coceiras.

CEATOX – Centro de Assistência Toxicológica do HC – FMUSP

Funciona 24h por dia

Tel.: 0800 148 110

www.ceatox.com.br

Queimaduras

O que fazer:

  • Retirar a vítima de queimadura próxima do que a causou, seguida de lavagem do local com água corrente e limpa;
  • Secar o local com muito cuidado com pano limpo (evitar algodão);
  • Se queimar e a roupa grudar na área queimada, muito cuidado ao retirá-la. Lavar a região até que se consiga retirar, cuidando para não lesar mais o local. Se continuar aderido a pele, cortar em volta deixando o pedaço aderido;
  • NÃO colocar água muito fria, sabão, manteiga, pasta de dentes ou qualquer outro produto sobre a lesão. Isso pode agravar mais a área atingida;
  • Proteger a lesão queimada com um pano limpo;
  • Não romper as bolhas, se surgirem.

Sangramento Nasal

O que fazer:

  • Colocar a vítima sentada com o corpo inclinado para frente, para evitar a deglutição de sangue;
  • Pressionar as narinas com os dedos em forma de pinça, na região acima da ponta do nariz;
  • Aplicar compressas frias. Após alguns minutos afrouxar a pressão e pedir que a vítima assoe o nariz;
  • Se o sangramento continuar por mais de 10 minutos, comprima o nariz novamente e procure o pronto-socorro.

Traumatismo Craniano

O que fazer:

Levar imediatamente ao hospital.

  • Pressionar o local com um pano limpo ou bolsa de gelo, se o local estiver sangrando;
  • Elevar a cabeça se a pessoa estiver consciente e respirando;
  • Atenção se houver fratura de crânio, quando dor, sensibilidade e hemorragia de couro cabeludo, além de inchaço ao redor da lesão e até perda de consciência;
  • Se, no período de 12h de observação a criança apresentar náuseas, vômitos, sonolência, dor de cabeça constante, palidez, convulsão, tremores e sangue em nariz e ouvido, levar imediatamente ao pronto-socorro.
+ Primeiros Socorros para Adultos

Socorro Básico de Emergência

Socorros de urgência ou primeiros socorros são intervenções iniciais e imediatamente aplicadas ao paciente fora do ambiente hospitalar, a fim de garantir a vida do mesmo e evitar o agravamento das lesões ocorridas.

O atendimento inicial consiste numa avaliação rápida, recuperações das funções vitais, seguida de uma nova avaliação mais detalhada e, finalmente, os cuidados definitivos.

Seguimos uma seqüência por ordem de importância:

  • Vias aéreas superiores;
  • Respiração;
  • Circulação e controle de hemorragias;
  • Alterações neurológicas.

VIAS AÉREAS SUPERIORES

Observar a permeabilidade das vias aéreas superiores, que podem estar obstruídas por algodão, gaze, pedaços de osso ou outros corpos estranhos.
A remoção deve ser cautelosa, virando o paciente de lado, elevando-se a mandíbula e hiperestendendo-a, evitando assim a obstrução das vias aéreas.

RESPIRAÇÃO

A permeabilidade das vias aéreas superiores por si só não assegura uma boa ventilação.
Devemos observar se o paciente ou vitima respira sem esforço, observando a freqüência respiratória ou movimento do tórax num tempo determinado.
Observar também a sincronia dos movimentos, avaliando o fornecimento do oxigênio para o paciente ou vitima.
Lembrar que o mecanismo de inspiração e expiração é controlado pelo sistema nervoso.

CIRCULAÇÃO E CONTROLE DE HEMORRAGIAS

As hemorragias constituem-se na terceira etapa gradativa no atendimento emergencial.
Hemorragia significa perda aguda de sangue circulante. O volume de sangue no homem adulto corresponde a 7% do peso corporal.

  • Como diagnósticos temos:
  • Pulso rápido;
  • Palidez da pele e mucosas;
  • Sudorese profusa;
  • Pele fria.

ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS

Esta avaliação é importante para reconhecermos se existe diminuição na oxigenação cerebral, à qual poderão sobrevir quadros de Lipotimia, síncope, dentre outras. Para tanto, reconhecemos sinais importantes para descrevermos o nível de consciência deste paciente ou vítima, agrupado na sigla: AVDA, onde:

A = ALERTA
V = RESPOSTA AO ESTÍMULO VOCAL
D = RESPOSTA AO ESTÍMULO DOLOROSO
A = ARREATIVO

Avaliamos as alterações neurológicas também através da ESCALA DE GLASGOW. Por esta escala podemos fazer uma avaliação neurológica do estado agudo do paciente ou vítima, sabendo que um valor abaixo de 7 indica um estado de coma, por exemplo.

ESCALA DE GLASGOW

ABERTURA OCULAR
Espontânea ………………………………………………………………………… Valor 4
Estímulos verbais …………………………………………………………… Valor 3
Estímulos dolorosos …………………………………………………….. Valor 2
Ausente …………………………………………………………………………………. Valor 1

MELHOR RESPOSTA VERBAL
Orientado ……………………………………………………………………………… Valor 5
Confuso ………………………………………………………………………………….. Valor 4
Palavras Impróprias ………………………………………………………. Valor 3
Sons Ininteligíveis ………………………………………………………….. Valor 2
Ausente ………………………………………………………………………………….. Valor 1

MELHOR RESPOSTA MOTORA
Obedece comandos verbais …………………………………… Valor 6
Localiza estímulos …………………………………………………………. Valor 5
Retirada Inespecífica …………………………………………………… Valor 4
Padrão flexor ………………………………………………………………………. Valor 3
Padrão extensor  …………………………………………………………….. Valor 2
Ausente  ………………………………………………………………………………… Valor 1

Parada Cardíaca

Sinais e Sintomas:

  • Ausência de pulso e dos batimentos cardíacos;
  • Palidez acentuada
  • Se, algum desse sintomas for diagnosticado, não será possível chamar o medico, iniciando as manobras.

O que fazer:

Aplicar a massagem cardíaca externa

Como fazer a massagem cardíaca externa:

  • Colocar a vítima deitada sobre uma superfície plana e dura;
  • Mãos do atendente devem estar sobrepostas a metade inferior do esterno;
  • Dedos abertos sem tocar o tórax;
  • Pressionar vigorosamente, abaixando o esterno e comprimindo o coração de encontro a coluna vertebral e em seguida descomprimindo-o;
  • Repetir quantas vezes for necessário até voltar os batimentos cardíacos;
  • Recomendável 60 compressões por minuto.

Cuidados:

Em jovens a pressão deve ser feita com apenas uma das mãos e em crianças apenas com os dedos.
Essa medida evita fraturas ósseas no esterno e costelas.
Se houver parada respiratória juntamente com cardíaca ambas devem ser realizadas, reciprocamente.

Causas de Parada respiratória:

  • Choque elétrico
  • Estrangulamento
  • Sufocação
  • Reações alérgicas
  • Afogamento

Parada Respiratória

Como detectar:

Observar os sinais graves: Se o peito da vítima não se mexer ou se os lábios, face, língua e unhas ficarem azulados, certamente houve uma parada respiratória.

Como fazer a respiração artificial:

  • Afrouxe as roupas;
  • Desobstrua a circulação do pescoço, peito e cintura;
  • Desobstrua as vias aéreas (boca ou garganta);
  • Coloque a vítima em uma posição correta e deitada sobre uma superfície dura;
  • Ritmo de 15 respirações por minuto;
  • Ficar atento para reiniciar a manobra a qualquer momento.
  • Levantar o pescoço com uma das mãos, inclinando a cabeça para trás;
  • Puxar o queixo da vítima para cima, impedindo a língua de obstruir a entrada e saída de ar;
  • Colocar a boca sobre a boca;
  • Fechar as narinas da vítima com o polegar e o indicador;
  • Soprar dentro da boca até que o peito se levante e deixe que a vítima expire livremente;
  • Repita a manobra na freqüência de 12 a 15 vezes por minuto (1 insuflação de 5 em 5 segundos).

Na manobra da insuflação, verificar se a caixa torácica se eleva. Isso indica que a vítima está respirando e sua via respiratória se encontra livre.

Em certos casos, na presença de vômitos ou lesões no rosto da vítima, praticar a manobra com um lenço ou pedaço de pano sobre a boca.

Se as lesões ou outros motivos não permitirem a respiração boca a boca, neste caso, fazer a insuflação pelo nariz. Tapa-se a abertura da boca, inclina-se a cabeça e procede a insuflação.

Com crianças pequenas:

  • Deitar a criança com o rosto para cima
  • Cabeça inclinada para trás
  • Levantar o queixo projetando-o para fora
  • Evitar que a língua obstrua as vias aéreas e passagem de ar
  • Colocar a boca sobre a boca e o nariz da criança e soprar suavemente até que você veja o pulmão se expandir com ar e o peito se levantem
  • Deixe que ela expire e repita o método com ritmo de 15 respirações por minuto.
  • Pressione o estômago para evitar que ele se encha de ar.

Cuidados:

  • Manter a vítima aquecida e com as roupas frouxas;
  • Agir imediatamente
  • Manter a vítima deitada sobre uma superfície dura e rígida;
  • NÃO dê líquidos à vítima inconsciente;
  • NUNCA dar bebidas alcoólicas após recobrar a consciência;
  • Aconselha-se chá ou café;
  • Procure sempre um Médico quando a vítima se recuperar.

Causas:

  • Gases venenosos
  • Vapores químicos
  • Falta de oxigênio
  • Afogamento
  • Sufocação
  • Choque elétrico
  • Sedativos

Estado de Choque

Sinais e Sintomas:

  • Pele fria;
  • Sudorese;
  • Palidez da face;
  • Respiração curta, rápida e irregular;
  • Visão turva;
  • Pulso rápido e fraco;
  • Semiconsciência;
  • Vertigem ou queda ao chão;
  • Náuseas ou vômitos.

O que fazer:

  • Avaliar rapidamente o estado da vítima e estabelecer prioridades;
  • Colocar a vítima em posição lateral;
  • Afrouxar as roupas a agasalhar contra o frio;
  • Manter sempre a vítima respirando. Fornecer, se possível, oxigênio ou ar puro.

O que pode causar:

  • Queimaduras
  • Ferimentos graves ou externos
  • Esmagamentos
  • Perda de sangue
  • Envenenamento por produtos químicos
  • Ataque cardíaco
  • Exposições extremas ao calor ou frio
  • Intoxicação por alimentos
  • Fraturas

Desmaio

Pode ser considerado um leve estado de choque.

Sinais e Sintomas:

  • Palidez;
  • Enjôo;
  • Suor constante;
  • Pulso fraco;
  • Respiração fraca.

O que fazer:

  • Colocar a vítima em posição lateral;
  • Abaixar a cabeça e realizar leve pressão sobre a nuca;
  • Afrouxar as roupas;
  • NÃO dar líquidos a pessoas desmaiadas.

O que pode causar:

  • Emoções súbitas
  • Fadiga
  • Ar sufocante
  • Dor
  • Fome
  • Nervosismo

Afogamento

Explicação científica:

O afogamento é uma asfixia por meio de líquido.

Pode-se dar pela aspiração água, levando a um enxarcamento dos alvéolos pulmonares, ou pelo espasmo da glote, fechando violentamente a passagem de ar.

Na asfixia por água, ocorre a paralisação da troca de gás (O2), não deixando que este passe para a corrente sanguínea, impedindo que o CO2 saia. Como complicação, temos a produção de ácido lático, que se acumula no organismo levando a um grau de hipóxia.

Essa associação de acumulo de ácido lático com CO2 leva a grandes distúrbios no coração e cérebro, não resistindo a ausência de O2. Surge a coloração cianótica, pela constricção dos vasos sanguíneos da pele, tornando-a fria e azulada, devido à descarga de adrenalina.

A água aspirada e deglutida provoca uma pequena alteração no sangue, como: aumento ou diminuição na taxa de sódio e potássio, além do aumento ou diminuição do volume de sangue (hiper ou hipovolemia), dependendo do tipo de água em que ocorreu o acidente – e destruição das hemácias. Bastam ai poucos minutos sem oxigênio para que ocorra a morte desses órgãos.

Sinais e Sintomas:

  • Agitação
  • Dificuldade respiratória
  • Inconsciência
  • Parada respiratória
  • Parada cardíaca

O que fazer:

  • Aproxime-se da vítima pelas costas
  • Segure-a e mantenha-a com a cabeça fora da água
  • Procure retirar objetos que possam estar na boca e iniciar imediatamente a respiração boca a boca, ainda com a vítima na água.
  • Já fora da água, colocar a vítima deitada de costas com a cabeça mais baixa que o corpo (pernas levantadas).
  • Insistir na respiração boca a boca.
  • Iniciar as manobras de parada cardio respiratória, realizando massagem externa, se a vítima apresentar ausência de pulso e pupilas dilatadas.
  • Massagear os braços e as pernas para estimular a circulação
  • Aquecer a vítima e transportá-la o mais rápido ao hospital.

Advertência:

Muito cuidado se a vítima estiver consciente e com o conhecimento do que está acontecendo. Ela pode se deixar dominar pelo pânico e arrastar o socorrista.

Tirar tudo que esteja ao alcance da vítima, como um remo, por exemplo. Segurar a cabeça por trás e puxar para terra.

Alcoolismo

Sinais e Sintomas:

  • Agitação psicomotora
  • Espasmos musculares (contrações) ou não
  • Salivação intensa (“bába”)
  • Perda dos sentidos
  • Relaxamento dos esfíncteres, podendo até urinar e evacuar, durante a convulsão.

O que fazer:

  • Afastar objetos que possam causar lesões ou ferimentos, como fraturas.
  • Dar espaço a vítima
  • Proteger a cabeça da vítima (mão, roupa, travesseiro)
  • Lateralizar a cabeça para evitar o engasgo com a saliva
  • Deixar os membros livres
  • Afrouxar as roupas
  • Observar a respiração se está adequada e se não há obstrução das vias aéreas
  • Não tracionar a língua
  • Não colocar objetos na boca para segurar a língua (colher, caneta, madeira, dedos)
  • Limpar as secreções salivares para facilitar a respiração
  • Passando a convulsão, se a vítima quiser dormir, deixe-a descansar
  • NÃO medique a vítima, mesmo que a mesma tenha seus medicamentos. Os reflexos não estão totalmente recuperados.
  • Se a convulsão for provocada por febre alta (crianças), dê um banho com água morna de chuveiro, colocar roupas leves e providenciar ida ao hospital.
  • Se a convulsão for por acidente ou atropelamento, NÃO retirar a vítima do local, aguardando chagada do socorro. Se transportada de modo incorreto, a vítima pode até morrer.

Cuidados:

  • Não discuta com o doente.
  • Proteja o doente para que o mesmo não se machuque ou machuquem outrem.

Choque Elétrico ou Eletrocução

O que fazer:

  • Cessar a passagem de corrente elétrica pelo corpo da vítima
    • Cortando a tensão se o aparelho estiver acessível
    • Com cuidado, provocar um curto circuito a fim de fazer funcionar os aparelhos de proteção.
    • Afastando os condutores da vítima (isolar se com luvas isolantes e tapete de proteção.
  • Se a vítima estiver inanimada:
    • Liberá-la da dentadura ou óculos existentes, afrouxar as roupas e iniciar as manobras de reanimação cardio pulmonar. Solicitar a presença de um médico e transportá-la até um hospital.
    • No momento da reanimação a vítima pode apresentar movimentos convulsivos e tornar a perder o conhecimento. Novamente, respiração artificial.
    • NÃO dar qualquer bebida a vítima.
    • Evitar o arrefecimento tapando-a com uma manta.
    • Se a vítima além de inanimada não tem pulso, fazer a respiração artificial com massagem cardíaca externa ou 15 compressões do coração seguidas de 4 insuflações de ar (1 socorrista).
  • Se a tensão causadora do choque for superior a 500 V:
    • A vítima perdeu a consciência
    • Transportar a vítima ao hospital mais próximo e recolher amostra de urina que surjam eventualmente no transporte para posterior análise.
  • Se a vítima apresentar queimaduras, não aplicar drogas no local.
    • Retirar eventuais corpos estranhos e proteger o local com panos limpos.
    • Transportar o mais rápido ao hospital
    • Informar o tempo em que a vítima esteve em contato com a fonte de energia elétrica.

Exposição ao Calor Excessivo

Vulneráveis com maior atenção:

  • Crianças nos primeiros anos de vida;
  • Pessoas idosas;
  • Portadores de doenças crônicas (diabetes, doença mental, doença renal, afecções cardíacas e respiratórias);
  • Pessoas acamadas;
  • Pessoas obesas

O que fazer:

De uma forma geral, tentar reduzir a temperatura do corpo.

Retirar a vítima do local, umedecer a cabeça e o tronco co m água fria e oferecer líquidos à vontade.

Ingestão de Líquidos:

Em condições normais, quando a temperatura ambiente está elevada, o corpo transpira, mantendo sua temperatura dentro dos parâmetros compatíveis com a saúde.

Se, esta transpiração for excessiva, o corpo desidrata, gerando uma situação grave de saúde.

Se não ocorrer a transpiração, ocorre um aumento ainda maior da temperatura, provocando um grau excessivo de desidratação e danos irreversíveis ao cérebro ou outros órgãos.

Por isso deve-se fazer a ingestão de líquidos, água, sucos de fruta naturais, mesmo não tendo sede.

Bebidas alcoólicas podem aumentar a desidratação. Não se aconselha também bebidas gaseificadas, com cafeína, ricas em açucares ou quentes.

Sal e Minerais:

Com a transpiração, perde-se grande quantidade de sal e minerais no organismo, fazendo com que a vítima sinta cansaço, dificuldade de concentração, câimbras. Por isso, deve-se fazer a reposição destes sais minerais e o sal.

A reposição é feita através de sumos de frutas em seu estado natural, ou de substâncias que contenham estes minerais.

No domicílio:

  • Se sua residência for muito quente, é conveniente nas horas de mais calor, visitar um local com ar condicionado (museus, cinemas, bibliotecas).
  • Recomenda-se nos momentos de calor intenso, duchas de água fria.
  • Reduzir a roupa ao mínimo, sobretudo nos bebês e doentes acamados.
  • Evitar esforços físicos.
  • Abrir as janelas para diminuir a temperatura dentro da casa.

Alimentação:

Evitar comidas pesadas ou picantes.

Depois de comer, esperar, descansar um pouco antes de começar as tarefas que exijam esforço físico.

Pessoas de risco:

As que sofrem de doenças graves ou outras situações que as debilite nas situações de calor.

Exposição ao SOL

  • Evitar exposição ao sol mesmo em períodos curtos;
  • Não permanecer dentro de veículos estacionados ao sol, principalmente nas horas de muito calor;
  • Se necessário exposição ao sol, usar proteção como chapéus, roupas largas e claras, protetor solar (fator > 15), procurar locais a sombra, frescos e arejados, descansar ou diminuir os esforços físicos durante um tempo.

Bebês e pessoas idosas não devem ir à praia nos dias de grande calor.

Aclimatar:

Pessoas que se deslocam de um lugar de clima frio ou temperado para um local de clima quente é importante aclimatação do corpo.

Durante alguns dias aumentarem a tolerância às altas temperaturas, antes de se exporem ao sol ou começarem a fazer exercícios físicos.

GOLPE DE CALOR

Ocorre quando o corpo não consegue controlar a sua própria temperatura.

Os mecanismos da sudação falham e a temperatura sobe rapidamente, em 10 a 15 minutos, atingindo os 39 graus Celsius.

Pode causar morte ou uma deficiência crônica se não for tratado rapidamente.

Sinais e Sintomas:

  • Temperatura corporal alta
  • Pele vermelha, quente, seca e sem suor;
  • Pulso rápido e forte;
  • Dor de cabeça;
  • Tonturas;
  • Náuseas;
  • Confusão;
  • Perda da consciência.

Cuidados:

  • Procurar ajuda médica;
  • Baixar temperatura corporal;
  • Procurar sombra ou lugar fresco, dar banho com água fria ou tépida em banheira, com mangueira ou esponja.
  • Se houver contrações corporais, não dar líquidos e proteger a vítima para que não se machuque.

Feridas

LEVES ou SUPERFICIAIS:

O que fazer:

  • Limpeza do local com água corrente ou soro fisiológico;
  • Curativo com mercúrio ou iodo;
  • Cobrir o ferimento com gaze ou pano limpo;
  • Encaminhar a vítima ao hospital ou UBS.

Cuidados:

Não tente tirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento.

PROFUNDOS:

  • Ferimentos abdominais abertos

Evitar mexer nas vísceras expostas, cobrir com panos limpos e úmidos e fixar com faixa, removendo a vítima ao hospital o mais rápido.

  • Ferimentos profundos de tórax

Cubra o ferimento com gaze ou pano limpo, evitando entrada de ar para o tórax, durante a inspiração. Aperte uma faixa em torno do tórax para não prejudicar a respiração da vítima.

  • Ferimentos de cabeça

Afrouxe as roupas da vítima e mantenha deitada em decúbito dorsal e agasalhada.

Faça compressas para conter a hemorragia, transferindo ao pronto socorro mais próximo.

Não dar líquidos ou comida, principalmente se tiver que ser operado.

FERIMENTOS PERFURANTES:

O que são:

Lesões causadas por acidente com vidros, metais, etc.

O que fazer:

  • Farpas = prendam-as com uma atadura sobre uma gaze
  • Atadura = nos dedos, mãos, antebraço, perna, cotovelo ou joelho.

A bandagem serve para manter o curativo, uma imobilização de fratura provisoriamente ou uma parte do corpo lesada.

Cuidados:

O local da lesão deve estar limpo e os músculos relaxados.

Começar sempre pelas extremidades dos membros lesados para o centro.

Qualquer enfaixamento ou bandagem provocando dor ou garroteamento deve ser afrouxada imediatamente.

FERIMENTOS NA CABEÇA

O que fazer:

  • Quando existe comoção cerebral (perda da consciência durante 1 hora, tonturas e vômitos), evitar esforço corporal;
  • Quando com inconsciência ou inquietação, deitar a vítima de costas e afrouxar as roupas, principalmente em volta do pescoço. Agasalhar a vítima.
  • Havendo hemorragia, colocar uma compressa ou pano limpo sobre o ferimento e perder com ataduras.
  • Se sangramento for nariz, boca ou ouvido vire a cabeça de lado que está sangrando
  • Se o líquido escoado pelo ouvido for límpido, incolor, deixe-o sair virando a cabeça de lado.
  • Chamar o médico

No caso de feridas graves:

  • Atadura protetora;
  • Colocar a vítima de lado, se perder consciência;
  • Transportar ao hospital;
  • Nunca tentar tirar lascas de osso.

Ataduras:

Mantendo o curativo, imobilização de uma fratura ou contar provisoriamente uma parte do corpo, usam-se ataduras.

Na sua falta, tiras limpas de pano ou lençol.

Na aplicação de bandagem, tomar medidas de cuidado, como:

  • região limpa, músculos relaxados, enfaixar da extremidade ao centro.

 

Não imprima uma pressão excessiva ao enfaixar. Observar a circulação.

Deixar sempre as extremidades livres (dedos), para observarmos o garroteamento, cor arroxeado e frio na pele local.

Mordida de Animal

MORDIDA DE ANIMAL: Primeiros cuidados
Se um animal morder a você ou ao seu filho, siga estas orientações:

PEQUENAS FERIDAS:
Se a mordida rompe a pele e não há risco de raiva, tratá-la como uma ferida pequena. Lavar o ferimento cuidadosamente com água e sabão. Aplicar um creme antibiótico para prevenir infecção e cobrir a região atingida com um curativo limpo

FERIDAS PROFUNDAS:
Se a mordida criar uma perfuração profunda da pele ou se a pele for rasgada e sangrar
Aplicar uma pressão com um pano limpo e seco para parar o sangramento e não deixe de consultar seu médico.

PARA INFECÇÕES:
Se notar sinais de infecção, tais como inchaço, vermelhidão, aumento da dor.
Consulte rapidamente seu médico.

PARA SUSPEITA DE RAIVA:
Se suspeitar que a mordida foi causada por um animal que possa transmitir raiva – incluindo animais domésticos ou selvagens sem saber se foram vacinados – consulte o seu médico imediatamente.

O Ministério da Saúde recomenda tomar vacina contra tétano a cada 10 anos. Se tiver tomado sua vacina a mais de cinco anos e a ferida está profunda ou suja, seu médico poderá recomendar mais um reforço. Você deve tomar outra vacina dentro de 48 horas.

Animais domésticos mordem mais. Os cães são mais propensos a mordida do que os gatos. Os gatos mordem, no entanto, são mais susceptíveis de causar infecção. Mordidas de animais domésticos não vacinados e animais selvagens podem apresentar o risco da raiva. A raiva é mais comum nos guaxinins, morcegos e raposas do que nos cães e gatos. Coelhos, esquilos e outros roedores raramente transmitem a raiva.

Bolhas: Primeiros Cuidados

Causas comuns de bolhas incluem: atrito e queimaduras. Se a bolha não for muito dolorosa, faça o possível para mantê-la intacta. Pele intacta ao redor de uma bolha oferece uma barreira natural para as bactérias e diminui o risco de infecção.

Se a bolha for pequena, cubra-a com uma bandagem adesiva, mas se a bolha for grande, cubra-a com uma gaze que possa absorver a umidade e permitir que a ferida respire.

Não fure a bolha, a não ser que esteja muito doloroso ou que possa estar impedindo-o de andar. Se você tem diabetes ou má circulação, chame o seu médico antes de se automedicar.

Para aliviar as bolhas relacionadas com dor, drenar o líquido, deixando intacta a pele sobrejacente. Veja como:

  • Lavar as mãos e as bolhas com água morna e sabão;
  • Passar um swab (cotonete) com iodo ou álcool;
  • Esterilize uma agulha embebida com álcool;
  • Use a agulha para fazer pequenos furos em vários locais na bolha. Deixe o líquido escorrer, deixando a pele sobrejacente no lugar.

Aplique uma pomada antibiótica sobre a bolha e cubra com uma gaze ou bandagem.

Depois de alguns dias, corte fora a pele morta utilizando uma pinça e uma tesoura esterilizada com álcool. Aplique mais uma pomada e gaze.

Chame seu médico se você observar sinais de infecção, como pus, vermelhidão, dor.

Para evitar bolhas, usar luvas, meias, bandagens ou similar proteção sobre a área que será esfregada. Meias especiais estão disponíveis para proteção extra nas áreas que possam crescer as bolhas. Você também pode colocar outra proteção no interior do seu sapato ou calcanhar.

Lipotímia

É um acidente que pode ocorrer com freqüência, seja em casa, ou no trabalho ou até no consultório médico.

A Lipotimia é causada por anemia cerebral passageira (diminuição da oxigenação).

As causas são variáveis, quase sempre relacionadas a fatores emocionais: visualização de sangue, queda da pressão, etc.

Tratamento:

  • Colocar a cabeça do paciente ou vítima entre os joelhos e depois retornar a posição inicial, alternando estes movimentos de pressão e relaxamento da nuca.
  • Conversar com o paciente ou vitima obtendo respostas, pois como ele está consciente, é favorável psicologicamente.
  • Administrar oxigênio puro 2 a 5 l/m, deixando com respiração livre.

A Lipotimia constitue um processo passageiro e seus sintomas não têm gravidade.

Situações Vitais

O que fazer em caso de acidente:

  • Dominar rapidamente a situação e prevenir perigos mortais;
  • Afastar os feridos dos locais onde estes possam correr perigo (ex. Estradas, fogo);
  • Quando Não for estritamente necessário NUNCA DEVERÁ MOVER UM FERIDO!;
  • Em caso de acidente de viação deve-se colocar o triângulo de sinalização num local visível e usar o colete de sinalização;
  • Caso haja necessidade de chamar uma ambulância deverá mandar um terceiro. NUNCA deixar a vítima sozinha;
  • Verificar o tipo e importância das lesões, controlando os pulsos e a respiração;
  • Feridos GRAVES deverão ter cuidados de acordo com os princípios abaixo:
    • Parada Respiratória: desobstruir vias aéreas, praticar respiração artificial;
    • Hemorragias: colocar o ferido numa posição correta e aplicar atadura ou pano limpo que impeça a hemorragia;
    • Estado de choque: tomar medidas preventivas, como alívio da dor, repouso, proteção contra o frio.

Na maioria das situações, exceto nos casos de suspeita de fratura da coluna vertebral ou pescoço, colocar a vítima na posição lateral de segurança (lateral direito ou esquerdo).

Afogamento

Explicação científica:

O afogamento é uma asfixia por meio de líquido.

Pode-se dar pela aspiração água, levando a um enxarcamento dos alvéolos pulmonares, ou pelo espasmo da glote, fechando violentamente a passagem de ar.

Na asfixia por água, ocorre a paralisação da troca de gás (O2), não deixando que este passe para a corrente sanguínea, impedindo que o CO2 saia. Como complicação, temos a produção de ácido lático, que se acumula no organismo levando a um grau de hipóxia.

Essa associação de acumulo de ácido lático com CO2 leva a grandes distúrbios no coração e cérebro, não resistindo a ausência de O2. Surge a coloração cianótica, pela constricção dos vasos sanguíneos da pele, tornando-a fria e azulada, devido à descarga de adrenalina.

A água aspirada e deglutida provoca uma pequena alteração no sangue, como: aumento ou diminuição na taxa de sódio e potássio, além do aumento ou diminuição do volume de sangue (hiper ou hipovolemia), dependendo do tipo de água em que ocorreu o acidente – e destruição das hemácias. Bastam ai poucos minutos sem oxigênio para que ocorra a morte desses órgãos.

Sinais e Sintomas:

  • Agitação
  • Dificuldade respiratória
  • Inconsciência
  • Parada respiratória
  • Parada cardíaca

O que fazer:

  • Aproxime-se da vítima pelas costas
  • Segure-a e mantenha-a com a cabeça fora da água
  • Procure retirar objetos que possam estar na boca e iniciar imediatamente a respiração boca a boca, ainda com a vítima na água.
  • Já fora da água, colocar a vítima deitada de costas com a cabeça mais baixa que o corpo (pernas levantadas).
  • Insistir na respiração boca a boca.
  • Iniciar as manobras de parada cardio respiratória, realizando massagem externa, se a vítima apresentar ausência de pulso e pupilas dilatadas.
  • Massagear os braços e as pernas para estimular a circulação
  • Aquecer a vítima e transportá-la o mais rápido ao hospital.

Advertência:

Muito cuidado se a vítima estiver consciente e com o conhecimento do que está acontecendo. Ela pode se deixar dominar pelo pânico e arrastar o socorrista.

Tirar tudo que esteja ao alcance da vítima, como um remo, por exemplo. Segurar a cabeça por trás e puxar para terra.

Fraturas/Entorses

Quando acontece um traumatismo é difícil saber se ocorreu uma fratura (quebrou um osso) ou apenas alguma lesão. Na grande maioria das vezes ocorre lesão de tendões, de músculos ou ligamentos.

O atendimento deve ser sempre como se tivesse ocorrido uma fratura óssea.

Como cuidado, deve-se imobilizar a região afetada. Esta imobilização reduz a dor e o inchaço e impede que os ossos se desalinhem.

Nunca tente colocar o osso no lugar.

É importante colocar gelo no local afetado, pois ajuda a reduzir o inchaço e o gelo age como anti-inflamatório local. Mas, não deixe o gelo por muito tempo, pois ele pode lesar a região e provocar dor.

CUIDADOS

Observar se os dedos, quando o traumatismo ocorrer nos membros superiores e inferiores, para que a circulação sanguínea esteja intacta. Aperte e solte a ponta dos dedos.

Nunca enfaixar a mão se os dedos estiverem inchados.

Numa fratura no pé, não tente tirar o sapato ou meia

Queimaduras

As queimaduras são lesões que acontecem na pele em conseqüência da ação do calor sobre a pele, frio ou agentes químicos.

Tomar cuidado com as crianças ao mexer em objetos que podem causar queimaduras, como por exemplo: ferro de passar roupa, forno, aquecedores, líquidos quentes, fogão, velas).

As queimaduras por frio são menos freqüentes em nosso país. Substâncias como soda caustica e ácido clorídrico (muriático) podem causar este tipo de queimadura.

A queimadura é classificada em 3 graus:

1º Grau

Queimaduras provocadas pelo sol.

O calor destrói apenas a camada superficial da pele, ficando vermelha, o local arde geralmente sem bolhas.

Tratamento: Deve-se tomar banho com água fria e deixar a regiçao acometida bem seca, sem esfregar a pele.

Para aliviar a dor, usar analgésicos. Se a dor for muito grande, procure seu médico.

Não aplique nenhum tipo de pomadas, manteiga, pasta de dente ou qualquer outra substancia. Elas podem causar alergia ou grudar na pele e piorar o problema.

2º Grau

Caracterizada pela formação de bolhas, cheias de líquido amarelo-claro.

Típica queimadura com panelas quentes, líquido quente.

Jamais fure as bolhas. Os germes existentes na pele podem infeccioná-las

Tratamento: colocar a parte atingida em água corrente ou numa vasilha de água fria no mínimo por cinco minutos. Depois cobrir a parte da lesão com gaze ou pano limpo. A água fria alivia a dor e resfria a pele.

Não passe nenhuma pomada, pasta de dente, gelo, pó de café, manteiga.

3º Grau

São as queimaduras mais profundas. Não ocorrem bolhas, por que as camadas mais superficiais da pele morrem.

Tem alguma dúvida?

Entre em contato conosco e responderemos o mais breve possível.

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