A especialista Cátia Albuquerque, comenta sobre a tendência em Gestão da Qualidade na Área da Saúde nos dias atuais em nosso blog. Confira.

maio 1st, 2012 by MÉDITT | Permalink

Um olhar sobre Gestão da Qualidade na Área da Saúde

 

Atualmente, na área da Saúde, existe uma grande necessidade e preocupação em se diagnosticar e trabalhar a assistência embasada nos fundamentos mais apropriados da Gestão da Qualidade. E isso acaba trazendo tranqüilidade tanto para o profissional quanto ao paciente, fator essencial para o aprimoramento da competitividade e permanência nesse mercado tão exigente.

A adequação aos modelos de Gestão da Qualidade na área da Saúde surgiu inicialmente pela necessidade de redução de custos. Só bem mais tarde essa gestão foi focada na garantia da satisfação do cliente na assistência. Novos estudos e pesquisas ampliaram ainda mais esse campo de atuação, e hoje o que se exige é qualidade total nos resultados.

A implementação de um programa da Gestão da Qualidade na área da Saúde exige uma complexidade peculiar, pois além das normas da qualidade, faz-se necessário contemplar a legislação vigente em segurança e saúde; bem como recomendações e boas práticas com embasamentos científicos.

Dentre todas as especialidades, destaco a Anestesia como um item vital da área da Saúde para os processos cirúrgicos e diagnósticos. Portanto, a qualidade em Anestesiologia deve ser controlada e visar a excelência. Essa implantação pode se dar em etapas de segurança do paciente e criticidade dos seus riscos ou falhas potenciais.

Para cada falha em potencial evidenciada (por menor que seja a chance de acontecer), deverão ser implementadas barreiras eficazes e eficientes, ou seja, um plano de ação, minimizando as ocorrências e aprimorando os momentos das detecções.

É essencial que haja padronização, objetividade, controle e gerenciamento do processo como um todo, mas para obter sucesso na melhoria contínua, faz-se necessário evidenciar as principais fases do processo de Anestesiologia, como: avaliação pré anestésica, ação da anestesia (procedimento de anestesiar), pós operatório ou pós conduta diagnóstica e visita pós anestesia para avaliar o processo.

A Gestão da Qualidade bem implementada traz ao profissional da área da Saúde, todos os requisitos para análise e melhoria do processo rumo a excelência, através de ferramentas poderosas, que podem ser bem trabalhadas e exploradas, tais como: Indicadores, análise de causa raiz, FMEA – Análise do Tipo e Efeito de Falha (Failure Mode and Effect Analysis), Planos de Ação e suas análises preliminares de riscos, entre outros tantos modelos excelentes de ferramentas da qualidade.

A organização da Saúde deve entender que o reconhecimento da importância da Gestão da Qualidade tornou-se indispensável. As certificações reduzem custos, garantem a satisfação, a confiança dos clientes sem afetar a produtividade e a reputação; e ainda desenvolvem uma dinâmica de aprendizagem, inovação e adaptação as mudanças.

As maiores dificuldades para a implementação da Gestão da Qualidade na área da Saúde é o poder de resistência a uma nova cultura. Phil Crosby que descreveu o conceito de  “fazer certo da primeira vez”, sempre afirmou que as organizações que insistem que problemas de qualidade pertencem ao departamento da qualidade cometem um grave erro e abrem caminho para o retrocesso.

Esse é um dos grandes desafios a serem enfrentados no segmento, e por isso existe a necessidade das organizações contratarem profissionais da qualidade com as competências desejadas, de modo a garantir a eficácia da Gestão da Qualidade.

Cátia Albuquerque – Especialista em Gestão da Qualidade na Área da Saúde nas normas ISO 9001/2008, Acreditação ONA e Acreditação Canadense; Gestão da Qualidade na área Metalúrgica nas normas ISO 9001/2008 e TS 16949. É também autora do livro “Conquistando a Qualidade” (ainda sem data de publicação)

 

Gestão Contemporânea de Serviços em Saúde

fevereiro 3rd, 2012 by MÉDITT | Permalink

Conforme mencionamos no post anterior, agora chegou a vez de discutirmos a Gestão Contemporânea dos Serviços em Saúde. Ao longo dos anos, os hospitais deixaram de ser locais exclusivos para  tratamento  de enfermos. Hoje os pacientes exigem também qualidade em todos os serviços prestados, do atendimento, passando pelo funcionamento dos equipamentos, higienização durante os procedimentos, postura dos profissionais e mais uma infinidade de ítens. Mesmo porque os planos de saúde se tornaram mais acessíveis, e quem paga por eles pode exigir compensações, assim como qualquer tipo de bem de consumo.

E esta mudança de comportamento pode ser vista em todas as camadas sociais de usuários, portanto, tantos os hospitais públicos como os privados estão na mira de um público que tem senso crítico e qualquer deslize pode  virar uma notícia bombástica. Antes a única preocupação era com a mídia, agora as redes sociais estão aí a favor de qualquer pessoa que disponha de um computador para manifestar seus direitos, indignação e cobrar providências. Conforme mencionam os autores do livro “Gestão dos Serviços em Saúde (FGV Editora),…” a reputação é um atributo de natureza moral e o reconhecimento técnico, um atributo de natureza econômica.”

Nós, gestores em saúde, devemos estar atentos a esse tipo de comportamento e buscar alinhar as necessidades de nossos clientes ao tipo de negócio que desenvolvemos. É um setor que precisa se fundamentar não somente na legislação vigente, como também na ética profissional. Sendo assim, temos a obrigação de sermos transparentes com nossos pacientes e o dever de informá-los que a nossa instituição pode oferecer é uma expectativa de cura e nada mais. Foi-se o tempo das promessas, muitas vezes sem fundamento,  que infelizmente não se concretizavam e acabavam gerando muitas frustrações nas pessoas.

Na opinião da MÉDITT, a dupla  atendimento personalizado + humanização é a  que melhor vem de encontro às necessidades do usuário de saúde nos dias atuais. Temos que conhecer seus antecedentes, suas vulnerabilidades durante o encaminhamento por outro profissional e antes que eles cheguem até nós. Tratá-lo com carinho, respeito e como um ser único certamente fará a diferença lá na frente, quando conquistaremos e reteremos este cliente. Entendemos que com esta mudança de comportamento fortaleceremos toda a cadeia de prestadores de serviços, e é isto que um gestor de saúde deve buscar para sua instituição.

 

www.meditt.com

Síndrome de Burnout e os desafios dos Anestesistas

setembro 22nd, 2011 by MÉDITT | Permalink

 O blog da MÉDITT  foi criado com o objetivo de promover o debate saudável sobre assuntos na área da Saúde, pesquisas, tecnologias, ética, tabus que cercam a população em geral e informações relacionadas à especialidade de Anestesiologia. Esperamos que seja um canal participativo, um ponto de encontro de profissionais sérios e comprometidos, que poderão fazer comentários e sugerir pautas para o aprimoramento constante da mais nova ferramenta de comunicação da MÉDITT.

Neste post vamos falar sobre os desafios que envolvem a profissão do anestesista e a Síndrome de Burnout um tipo de stress desencadeado pelo trabalho e que pode afetar o mesmo. Essa doença emocional se caracteriza pela exaustão, avaliação negativa de si mesmo, depressão, insensibilidade e apatia com relação a quase tudo e a todos.

Em primeiro lugar a MÉDITT gostaria de manifestar que não compartilha da mesma opinião da psicanalista , Dra Ana Rosa Sancovski, que em entrevista à publicação “Diálogos Clínicos em Anestesia” (ano 2, edição II – 2011) sobre a síndrome, expressa com suas palavras que o médico Anestesiologista deve se contentar em ficar sempre em segundo plano durante as intervenções cirúrgicas, posição imposta por alguns colegas da área devido a uma visão equivocada a respeito da função do profissional que os auxilia e a falta de valorização dos mesmos, sem querer é claro desmerecer seu conhecimento sobre estudiosa do assunto. Já está mais do que na hora de mudar essa cultura de que o médico anestesista é inferior aos outros especialistas. Enfatizamos que o paciente/cliente é o foco durante um procedimento cirúrgico, portanto, necessita dos cuidados de uma equipe multidisciplinar, onde cada um com sua experiência poderá contribuir para o sucesso do procedimento, trabalhando em prol da qualidade e eficiência do atendimento. Dentro do modelo de gestão contemporânea da saúde, já não há mais espaço para este tipo de picuinha ( assunto que trataremos no próximo post, portanto não iremos nos alongar).

Retomando a questão da Síndrome de Burnout, uma das classes suscetíveis ao problema são os profissionais da saúde que trabalham em centros cirúrgicos e que têm a responsabilidade de manter equilibrado o funcionamento do organismo do paciente durante e após os procedimentos cirúrgicos, principalmente quando se trabalha em unidades de emergência. Mas, fazendo uma busca de artigos na internet, verifica-se que pessoas que exercem outras ocupações que envolvem o contato direto com o público também podem ser acometidas pela síndrome. No caso do anestesista, principalmente aquele que trabalha com assistência obstétrica, é a imprevisibilidade do chamado, que o leva muitas vezes a interromper seu sono e planos dentro da vida pessoal. Outro fator que intensifica o stress e deve ser considerado, é que durante o processo cirúrgico,o anestesiologista coloca o paciente em estado de inconsciência e o traz de volta. É como se ele levasse o paciente ao limiar da morte, portanto, caso algo dê errado ele carrega consigo um sentimento de culpa, que no fundo é desnecessário. A Dra Sancovski revela na mesma revista “Diálogos Clínicos em Anestesia” que existe resistência por parte de muitos profissionais que acreditam ter a síndrome em procurar ajuda profissional. Segundo ela vários sintomas podem caracterizar a doença, entre eles estafa, obesidade, distúrbios do sono e do humor, redução da capacidade de trabalho, do raciocínio, aprendizagem, ausência de afetividade, entre outros. As mulheres são mais vulneráveis porque além de serem mais sensíveis, sendo tocadas emocionalmente pelos problemas dos outros, acumulam outras tarefas profissionais, domésticas e familiares. A estudiosa aconselha, em primeiro lugar, o profissional que apresentar alguns dos sintomas apresentados acima procurar um psicólogo e psicanalista de sua confiança, que poderá escutar seu desabafo e orientá-lo a repensar suas escolhas. Completa a terapia praticar atividades físicas, se dedicar a algum hobbie e o lazer, que são fundamentais durante o tratamento e poderão amenizar os sintomas.

TROMBOSE

setembro 1st, 2011 by MÉDITT | Permalink

DEFINIÇÃO:

É a formação de um trombo (coágulo de sangue) dentro do vaso sanguíneo.
Tromboembolia – termo usado tanto para descrever a trombose quanto sua complicação que é a embolia.

CAUSAS:

Geralmente é causada por um anomalia ou relacionda a Tríade de Virchow (composição do sangue – hipercoagulabilidade; qualidade das paredes venosas; natureza do fluxo sanguíneo).
A formação do trombo é geralmente causada por um dano nas paredes do vaso, ou por um trauma ou infecção, e também pela lentidão do fluxo sanguíneo ou estagnação, ocasionado por uma anomalia na coagulação sanguínea.

TIPO:

a) Trombose Venosa
b) Trombose Arterial

Em todos os dois casos, o trombo irá causar uma inflamação na veia ou na artéria, podendo ficar apenas no local inicial de formação ou se espalhar ao longo desta, causando a sua obstrução parcial ou total.

EMBOLIZAÇÃO:

Se uma infecção bacteriana está presente no local da trombose, o trombo pode se romper, espalhando as particulas com bactérias por todo sistema circulatório, configurando um abscesso onde quer que estas bacterias parem.
Se infecção, o trombo se desprende na circulação como um êmbolo (coágulo), alojando-se e obstruindo a veia ou artéria (um infarto). Os seus efeitos vão depender de onde foi ocorrido o infarto.

FATORES DE RISCO:

  • Estase (permaecer em inatividade prolongada, como quando anda de avião);
  • Traumatismo na veia;
  • Antconcepcionais;
  • Idade avançada;
  • Tabagismo;
  • Predisposição Genética.

NEURODEGENERAÇÃO

janeiro 5th, 2011 by MÉDITT | Permalink

Novos dados obtidos por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) reforçam a idéia de que há uma relação íntima ente o diabetes e as doenças degenerativas do cérebro.

Estudos com dois tipos de cobaias – camundongos transgênicos e macacos cinomolgos (macaca fascicularis), feitos pelos cientistas da UFRJ, indicam que remédios originalmente projetados para tratar diabetes poderiam, portanto, ser úteis contra o Alzheimer, mal que ainda não tem cura.

As primeiras pistas sobre o mecanismo ligando as duas doenças vieram de estudos in vitro. Sabe-se que o Alzheimer é desencadeado por maçarocas da proteína beta-amiloide, que têm efeitos nada agradáveis sobre o funcionamento dos neurônios.

Um desses efeitos é a diminuição no número de projeções das células nervosas. Isso, por sua vez, tem impacto negativo nas conexões de neurônios, cruciais para a memória.

A insulina é um importante hormônio que ajuda as células a armazenar açúcar e gordura para serem usados como energia; quando o organismo não consegue produzir o hormônio (diabetes tipo 1) ou reage de forma inadequada a ele (diabetes tipo 2), uma série de problemas circulatórios e de coração se desenvolve. A insulina é essencial para o cérebro  – anormalidades na insulina estão associadas a doenças neurodegenerativas, não só a doença de Alzheimer, como também a doença de Parkinson e doença de Huntington. Entre as últimas constatações está a descoberta de que um gene associado ao processamento da insulina está localizado em uma área cromossômica relacionada ao Parkinson.
A neuropatologista Suzanne De La Monte e colaboradores (Brown University – Revista Scientific American ) questionaram se a insulina no cérebro poderia ter alguma relação com a doença de Alzheimer (que se caracteriza pela perda de memória). Eles compararam os níveis de insulina de seus receptores pós-morte em cérebros saudáveis e de pacientes com Alzheimer. Os níveis médios do hormônio nas áreas neurais associadas ao aprendizado e à memória eram até quatro vezes superiores nos cérebros saudáveis que, por sua vez, também apresentavam até dez vezes mais receptores de insulina.

Para ser mais exato, o Alzheimer seria, a grosso modo, a diabetes do cérebro, interferindo na sinalização do hormônio insulina, o mesmo cuja função fica desregulada no organismo de diabéticos. Alzheimer seria como o “diabetes tipo 3”.

” Cérebro Diabético”
Como o mal de Alzheimer interfere na ação da insulina nos neurônios.

1) O Mal de Alzheimer é causado por agregados da proteína beta-amilóide.


2) Com proteção. Com a atuação da insulina, os neurônios ficam protegidos da beta-amilóide.

3) Sem Proteção. Sem a ajuda da insulina, os neurônios ficam vulneráveis à ação da beta-amilóide, diminuindo as conexões entre eles.

Há planos par testar drogas contra diabetes em pacientes com doenças degenerativas (ex.: Alzheimer). Os pesquisadores da UFRJ querem que parte desse teste clínico envolva pacients brasileiros. Mas, por enquanto, quem tem a doença não deve arriscar uma aplicação de insulina, pois o organismo pode até ficar resistente ao hormônio.

Fonte: Folha e Revista Scientific American

MERGULHO E SISTEMA RESPIRATÓRIO

dezembro 8th, 2010 by MÉDITT | Permalink

Introdução:

Os principais estresses fisiológicos envolvidos no mergulho incluem a pressão ambiente elevada, a diminuição dos efeitos da força da gravidade, a alteação da respiraçao, a hipotermia e o comprometimento sensorial.
A gravidade do estresse envolvido depederá da profundidade atingida, a duração do mergulho e o fato da respiração ter sido supensa ou  ter sido utilizado um aparelho de mergulho.
A mera imersão de um indivíduo até o pescoço na água provoca profundas alterações dos sistemas cardiovascular e pulmonar. Esses efeitos são consequências principalmente de um aumento da pressão exterior sobre o tórax, abdome e os membros.

Mecânica da Respiração

A pressão exterior sobre a parede torácica de um indivíduo imerso na água até o pescoço, em pé ou sentado, é maior que a pressão atmosférica, em média de aproximadamente 20 cmH20. Essa pressão positiva externa sobre o tórax opõe-se à retração elástica extrna normal da parede torácica e diminui a capacidade residual funcinal em aproximadamente 50%, às custas do volume de reserva expiratório, o qual pode diminuir até aproximadamente 70%.
A pressão intrapleural é menos negativa na capacidade residual funcional por causa da diminuição da retração elástica externa da parede torácica. O trabalho que deve ser realizado para que o ar seja levado até os pulmões é enormemente aumentado porque é necessário um trabalho inspiratório extra para superar a pressão positiva extrna sobre o tórax. No entanto, a capacidade vital e a capacidade pulmonar total diminuem discretamente. A imersão até o pescoço na água acarreta um aumento do trabalho respiraório de aproximadamente 60%.
Os efeitos da pressão hidróstática da água externa sobre o tórax impedem que um indivíduo submerso, qe está tentando respirar através de um tubo que se comunica com o ar acima da superfície da água, desça mais do que 90cm. Isso é verdadeiro mesmo quando a resistência das vias aéreas aumentadas oferecida pelo tubo é desprezível e quando o indivíduo envia o aumento do espaço morto efetivo ocluindo a extremidade bucal do tubo e expirando diretamente na água (ou utilizado uma válvula unidirecional). A explicação para isso é que a pressão inspiratória máxima que indivíduos normais podem gerar com seus músculos inspiratórios é de aproximadamente 80 a 100 cmH20. Como 100 cm é igual a 1 metro, a profundidade máxima que um indivíduo pode atingir respirano através deum tubo é de um pouco superior a 90 cm.

Fluxo Sanguíneo Pulmonar

Durante a imersão até o pescoço, a maior pressão externa sobre os membros e o abdome acarreta um menor acúmulo de sangue venoso sistêmico nas regiões corpóreas dependentes da força da gravidade. Quando a temperatura da água é inferior à temperatura corpórea, ocorre uma venoconstricção simpática que também aumenta o retorno venoso, ocorrendo o aumento do volume sanguíneo central em aproximadamente 500 mL. A pressão atrial aumenta em torno de -2 para + 16 mmHg. Como consequência, o débito cardíaco e o volume sistólico aumentam cerca de 30%.
Um efeito da imersão até o pescoço é a “diurese da imersão”. Em alguns minutos de imersão, o fluxo urinário aumenta de 4 a 5 vezes.

Mergulho com suspensão da respiração:

Durante um mergulho com suspensão da respiração, a pressão total dos gases nos pulmões é aproximadamente igual à pressão ambiente. Consequentemente, o volume no interior do tórax deve diminuir proporcionalmente e as pressões parciais dos gases aumentam.

O Reflexo do Mergulho

Muitos indivíduos apresentam uma bradicardia (diminuição da frequncia cardíaca) intensa e aumento da resistência vascular sistêmica cm a imersão da face (especialmente em água fria). Esse “reflexo do mergulho” é iniciado por sensores ainda não conhecidos da face ou do nariz. Uma resposta similar é observada quando mamíferos aquáticos (ex. Baleias) mergulham. O reflexo diminui a carga de trabalho do coração e limita severamente a perfusão de todos os leito vasculares, excetuando-se os auto-reguladores mais fortes, isto é, o coração e o cérebro. Os efeitos cardiovasculares do reflexo do mergulho são similares aos produzidos pela estimulação dos quimiorreceptores arteriais quando não pode ocorrer aumento da ventilação.

O Uso do Aparelho de Respiração Subaquática:

Os aparelhos de respiração subaquática, ou scuba, consistem principalmente de um cilindro cheio de gás comprimido que pode ser liberado por um regulador de demanda ao mergulhador quando a pressão bucal do mesmo diminui (durante a inspiração) para um pouco menos que a pressão ambiente. O gás expirado é simplesmente liberado na água sob a forma de bolhas. Por esta razão, durante um mergulho com um scuba, a pressão do gás no interior dos pulmões permanece próxima da pressão ambiente em qualquer profundidade. Portanto, os estresses fisiológicos sobre o sistema respiratório durante o mergulho com scuba são principalmente decorrentes de densidades e pressões parciais do gás elevadas.

Mecânica da Respiração

Durante um mergulho com scuba, o trabalho inspiratório da respiração não é um grande problema em profundidade moderadas por que o gás é liberado na pressão ambiente. Entretanto, em profundidades muito grandes, o aumento da densidade do gás torna-se um problema porque ele eleva a resistência das vias aéreas durante o fluxo turbulento. Essa é uma das razões da substituição do nitrogênio pelo hélio para mergulhos profundos. O hélio possui uma densidade que equivale a um sétimo da densidade do nitrogênio.

Controle da Respiração

A sensibiliade do sistema respiratório ao dióxido de carbono diminui em grandes profundidades em razão do aumento da densidade do gás e da PO2 arterial alta e porque os mergulhadores aprendem a suprimir o estímulo do dióxido de carbono para conservar o gás comprimido.

Riscos da Profundidade:

  • Barotrauma – Ocorre quando a pressão ambiente aumenta ou diminui mas a pressão em uma área fechada não ventilada do corpo que não consegue se equilibrar com a pressão ambiente não o faz. O Barotrauma da descida é chamado de “compressão” e pode afetar o ouvido médio, quando a tuba auditiva está obstruída ou edemaciada, de modo que o indivíduo não consegue equilibrar a pressão no ouvido médio; os seios; os pulmões, acarretando congestão, edema o hemorragia pulmonar; e mesmo em cáries dentárias. O Barotrauma de subida pode ocorrer quando gases são aprisionados em áreas do corpo e começam a expandir-se à medida que o mergulhador ascende. Quando o mergulhador não expira durante a subida, o gás pulmonar em expansão pode distender excessivamente os pulmões e rompê-los, resultando em hemorragia, pneumotórax ou embolia gasosa.
  • Doença da Descompressão – Ocorre quando bolhas gasosas formam-se no sangue e nos tecidos corpóreos em virtude da pressão ambiente que diminui. O “termo doença da descompressão” engloba dois problemas diferentes, ambos envolvendo bolhas gasosas. A Embolia gasosa arterial é a presença de bolhas gasosas no sangue arterial. O segundo problema ocorrem quando há acúmulo de bolhas nos tecidos corpóreos.
  • Narcose do Nitrogênio – Pressões parciais de nitrogênio muito altas afetam diretamente o sistema nervoso central, provocando euforia, perda de memória, perda de coordenação motora e comportamento irracional. Esse “êxtase da profundidade” ocorre em profundidades de 30,5 metros ou mais e, em maiores profundidades, pode causar dormência das extremidades, desorientação, comprometimento motor e, finalmente, perda da consciência. O mecanismo da narcose do nitrogênio é dsconhecido.
  • Toxicidade do Oxigênio – A inalação de oxigênio a 100% a 760 mmHg ou de concentrações menores de oxigênio em pressões ambientes mais altas pode causar lesão do sistema nervoso central, do sistema visual e dos alvéolos, embora manifestações pulmonares sejam raras entre os mergulhadores. O mecanismo da toxicidade do oxigênio é cotroverso mas, provavelmente,envolve a produção de ânions de superóxidos ou de outros radicais livres.
  • Síndrome Nervosa da Alta Pressão – A exposição a pressões ambientes muito altas, como as encontradas em grandes profundidades (superiores a 76,2 m), está associada a tremores, diminuição da capacidade mental, náuseas, vômito, tontura e diminuição da destreza manual. Essa sindrome nervosa da alta pressão ocorre quando o nitrogênio é substituído peli hélio para diminuir a densidade do gás, para prevenir a narcose do nitrogênio e para ajudar a evitar a doença da descompressão. Pequenas quantidades de nitrogênio adicionadas à mistura gasosa inspirada ajudm a combater o problema.

” VISTA CANSADA ” ou PRESBIOPIA

A Presbiopia, ou popularmente conhecida como ” Vista Cansada“, é um problema mundial de perda de foco para perto e para as distâncias intermediárias que afeta a maioria das pessoas ao redor dos 40 anos de idade e vai se acentuando com o tempo.
Vemos isto na prática quando vemos palavras desfocadas ao ler livros, jornais ou até mesmo no computador. Ao nos distanciarmos um pouco durante a leitura, sentimos uma melhor signifiacante.
Existe um músculo que circunda nossos olhos, chamado de músculo ciliar, também conhecido como músculo da acomodação. Ele é responsável pela mobilidade do cristalino, e tem como função principal permitir a visão nítida em todas as distâncias. Se fizermos uma comparação da ação da nossa visão com uma máquina fotográfica, o cristalino seria a lente, responsável central pela focalização da imagem na retina.
Os principais sintomas da presbiopia são o desconforto e dor de cabeça ao ler. Além de vermelhidão após longos período de leitura. Isso ocorre por que o músculo perdeu sua força e se cansa mais rapidamente ao que lhe é exigido. Outro sintoma é a visão embaçada ao olhar para perto e em seguida, direcionar a visão para o horizonte. Contudo, o sintoma mais clássico é afastar o braço para focar melhor.
Embora a presbiopia possa ser diagnosticada num simples exame de rotina ao oftalmologista, ainda não há cura para ela, mas existem opções de tratamento personalizadas que visam melhorar a qualidade de vida de quem tem este problema.
Outras situações distintas:
a) Presbitas simples – tem perfeita visão para longe, mas tem problemas para enxergar de perto.
b) Presbitas hipermetropes – apesar da hipermetropia, não sentiram necessidade de usar óculos desde cedo, forçando mais seu músculo ciliar. Nestas pessoas, a presbiopia evolui mais rápido e piora também a visão de longe.
c) Presbitas míopes – sofrerão bem menos com o problema da pesbiopia, pois neles o foco já está antes da retin. Nesse caso, a miopia funcionará como um “antídoto” para a presbiopia. Assim, os míopes continuarão a usar óculos para longe, porém tirarão os óculos para enxergar de perto.

VIA AÉREA DIFÍCIL EM PEDIATRIA

novembro 23rd, 2010 by MÉDITT | Permalink

O paciente portador de via aérea difícil (VAD) é aquele que quando um anestesiologista experiente, possuidor de material adequado e utilizando técnicas corretas, encontra dificuldade na manutenção da ventilação sob máscara, na intubação traqueal ou em ambos.
O sucesso no manuseio da VAD depende do diagnóstico prévio, preparo do profissional, planejamento de estratégias para abordar a via aérea e da disponibilidade de material apropriado.

1. Diferenças Anaômicas das Vias Aéreas Superiores:

Nos neonatos, a cabeça é relativamete grande em relação ao corpo, tendendo a fletir o pescoço, que é curto.
A língua é grande em relação à cavidade oral, ocasionando dificuldade à laringoscopia.
A laringe situa-se na altura de C3-C4  e apresenta formato cônico até os 08 anos, devido ao estreitamento na altura da crtilagem cricoide.
A epiglote é maior, com formato em U e localza-se na altura de C1-C2, dificultando a vetilação através da boca, pois está muito próxima à base da língua.
As cordas vocais apresentam-se inseridas mais anteriormente.

Diversas condições clínicas podem trazer dificuldade para o acesso à via aérea na criança, devido ao comprometimento das estuturas anatômicas, com graus variados de obstrução. Tais condições incluem anomalias congênitas que cursam com obstrução crônica; infecção das vias aéreas; obstrução aguda; e idiopática, com visualização difícil inesprada.

2. Avaliação da Via Aérea:

A avaliação da VAD começa com a história e o exame físico. São sugestivos de VAD o relato de asfixia, roncos, sufocamento, apnéia, sonolência diurna,estridor, voz rouca. Deve-se suspeitar de VAD na crianças qu foram submetidas à radioterapia na região da face e pescoço, que tenham problemas congênitos, processo inflamatórios ou trauma em via aérea.

A importância da história de anestesias anteriores, com atenção para informações sobre intubação difícil com trauma dentário, trauma de gengiva, necessidade de intubação traqueal acordado ou adiamento de cirurgia por dificuldade na intubação traqueal.

Ao exame físico, deve-se avaliar o aspecto geral da criança, como presença de agitação, tiragm torácica, cianose, ansiedade, fraqueza, estridor ou ausência de choro. Deve-se examinar as anomalias da cabeça, da face e do pescoço, simetria e mobilidade da mandíbula, alterações submandibulares, tamanho da língua e formato do palato, proeminência dos incisivos superiores, grau de movimentação maxilar, presença de cicatrizes, hematomas ou tumoes em região cervical. Também deve ser realizada ausculta pulmonar, avaliação da excursão torácica e uso de musculatura acessória.

Algumas vezes é necessário a realização de exames complementares, como radiogrfias e tomografias, para evidenciar dados da história e do exame físico sugestivos de alterações anatômicas das vias aéreas.

Nos recém-nascidos e crianças menores, a avaliação das estruturas faríngeas posteriores, durante o choro, pode promover algum indicação sobre o tamanho da língua, apesar de não simular a abertura voluntária da boca e a protrusão da língua.

3. Anomalias Anatômicas:

Estrutura da via aérea – ossos e partes moles.
Constituintes da via aérea - cavidade oral, espaço mandibular anterior, maxila, articulação temporomandibular e a coluna vertebral.

O espaço madibular anterior é o local e que a língua se acomoda durante a laringoscopia; qualquer condição que torne esse espaço pequeno irá dificultar a larngoscopia e a IOT. A micrognatia é o fator qu mai diminui esse espaço, difiultando o manuseio das vias aéreas, principalmente em neonatos.

O efeito de massa mais comum é a macroglossia. Os tecidos moles podem causar problemas nas vias aéreas lmitando a mobilidade ou a abertura da boca (microstomia).

Outra consideração importante é a função da ATM, que permite o deslocamento inferior e anterior da mandíbula. As causas derigidez da ATM podem ser fixas, que incluem condições congênitas ou traumáticas, ou não fixas, como trismo decorrente de processos inflamatórios (abscessos) que permitem a abertura toal da boca quando o paciente estiver relaxado.

A função da coluna vertebral, principalmente da articulação atlantoccipital e a capacidade de flexão e extensão cervical intrferem diretamente no manuseio da via aérea pelo médico anestesiologista.

Manter a imobilidade cervical com colar quando houver fusões vertebrais, hemivértebras e a artrogripose que diminuem a mobilidade cervical, tornando a IOT difícil ou até impossível.

4. Malformações congêitas das Vis Aéreas:

- Fenda Labial e Paatina;
- Disostoses craniofaciais;
- Síndrome de Down;
- Síndrome de Pierre-Robin;
- Malformações Vasculares;
- Trauma da Via Aérea.

5. Manuseio da VAD:

Deve-se desenvolver um plano de estratégias, baseado nos algorítmos propotos, tendo sempre mais de um alternativa como suporte.
Quandoa laringoscopia convencional não permite a visualização adequada das estruturas, técnicas alternativas sãonecessárias e incluem o uso de laringoscópios específicos, como os de Mc Coy e Bullard, assim como o uso d estiletes luminosos e fibroscopia, porém, para a realização dessas técnicas, é necessário treinamento do profissioal.

Técnicas:

- Laringoscopia retromolar ou lateral;
- Estilete Luminoso;
- Fibroscopia;
- Máscara laríngea (ML);
- Traqueostomia e Cricostomia.

Modelo de Acreditação

setembro 28th, 2010 by MÉDITT | Permalink

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) validou um novo modelo de acreditação internacional para hospitais brasileiros, o National Integrated Accreditation for Healthcare Organizations (NIAHO). O padrão foi criado pela DET Norske Verits (DNV) – empresa norueguesa que há mais de30 anos atua na área de certificação, classificação, verificação e treinamento – e tem como foco a gestão de riscos, além de favorecer o intercâmbio na área da saúde. Instituições acreditadas com o NIAHO poderão, por exemplo, receber pacientes vindos dos Estados Unidos e serem reembolsadas por planos americanos. Segundo a entidade, os diferenciais de seu modelo são o uso de entrevistas com familiares e funcionários e as avaliações de desempenho do corpo clínico.

VITAMINA CONTRA PARKINSON

setembro 28th, 2010 by MÉDITT | Permalink

Essencial para saúde óssea, a alta concentração de vitamina D também pode diminuir os riscos de desenvolvimento da doença de Parkinson. A conclusão é de um estudo feito no Instituto Nacional para Saúde e Bem-Estar da Finlândia, que, durante 29 anos, acompanhou 3.173 homens e mulheres que não tinham diagnóstico de Parkinson. Ao término do período, em 2007, verificou-se que 50 deles haviam desenvolvido a patologia.Uma série de dados foi analisada, como o índice de massa corporal,  frequência de atividade física e os níveis de vitamina D. Com relação a este último aspecto, os indivíduos foram subdivididos e grupos e que se verficu foi que aqueles cm índices mais elevados da vitamina apresentaram 67% menos riscos de desenvolver a doença do que aqueles com menores níveis. A relação entre os fatos ainda está sendo verificada, m sabe-se que o nutriente exerce um efeito protetor no cérebro por meio de atividades antioxidante.

Segurança em ANESTESIA

setembro 28th, 2010 by MÉDITT | Permalink

A entidade americana Anesthesia Patient Safety Foundation acaba de divulgar uma lista com  recomendações para aumentar a segurança do procedimento anestésico. Entre as medidas, sugere-se o estabelecimento de uma cooperação mais próxima entre farmacêuticos e anestesiologistas. Como defende a entidade, este último especialista é o único profissional que pescreve, combina e administra medicações dentro do centro cirúrgico, ato executado continuamente e, muitas vezes, em menos de um minuto. Uma solução para redobrar a atenção necessária para execução desse trabalho seria capacitar farmacêuticos para atuar em salas de operações como consultores perioperatórios. Outra medida é dotar o anestesiologista com um leitor de código de barras, cuja função seria atestar que o medicamento disponível para uso é exatamente o selecionado previamente pelo profissional.
SAESP/2010.