Espaço Saúde

Primeiros Socorros

Cuidados para evitar acidentes é a melhor solução.

Infelizmente os pais não conseguem evitar que seus filhos corram, peguem objetos perigosos ou até se arrisquem na piscina.

É primordial saber agir nestas pequenas situações de emergência.

Neste espaço compartilhamos com você orientações básicas , lembrando que são cuidados iniciais, portanto não dispensa que o responsável pelo acidentado o leve ao hospital ou ao Pronto-Socorro.

Escolha o tipo de Primeiros Socorros desejado:

Primeiros Socorros para Adultos

DESMAIO

Pode ser considerado um leve estado de choque.

Sinais e Sintomas:

  • Palidez;
  • Enjôo;
  • Suor constante;
  • Pulso fraco;
  • Respiração fraca.

O que fazer:

  • Colocar a vítima em posição lateral;
  • Abaixar a cabeça e realizar leve pressão sobre a nuca;
  • Afrouxar as roupas;
  • NÃO dar líquidos a pessoas desmaiadas.

O que pode causar:

  • Emoções súbitas
  • Fadiga
  • Ar sufocante
  • Dor
  • Fome
  • Nervosismo
SOCORRO BÁSICO DE EMERGÊNCIA

Socorros de urgência ou primeiros socorros são intervenções iniciais e imediatamente aplicadas ao paciente fora do ambiente hospitalar, a fim de garantir a vida do mesmo e evitar o agravamento das lesões ocorridas.

O atendimento inicial consiste numa avaliação rápida, recuperações das funções vitais, seguida de uma nova avaliação mais detalhada e, finalmente, os cuidados definitivos.

Seguimos uma seqüência por ordem de importância:

  • Vias aéreas superiores;
  • Respiração;
  • Circulação e controle de hemorragias;
  • Alterações neurológicas.

VIAS AÉREAS SUPERIORES

Observar a permeabilidade das vias aéreas superiores, que podem estar obstruídas por algodão, gaze, pedaços de osso ou outros corpos estranhos.
A remoção deve ser cautelosa, virando o paciente de lado, elevando-se a mandíbula e hiperestendendo-a, evitando assim a obstrução das vias aéreas.

RESPIRAÇÃO

A permeabilidade das vias aéreas superiores por si só não assegura uma boa ventilação.
Devemos observar se o paciente ou vitima respira sem esforço, observando a freqüência respiratória ou movimento do tórax num tempo determinado.
Observar também a sincronia dos movimentos, avaliando o fornecimento do oxigênio para o paciente ou vitima.
Lembrar que o mecanismo de inspiração e expiração é controlado pelo sistema nervoso.

CIRCULAÇÃO E CONTROLE DE HEMORRAGIAS

As hemorragias constituem-se na terceira etapa gradativa no atendimento emergencial.
Hemorragia significa perda aguda de sangue circulante. O volume de sangue no homem adulto corresponde a 7% do peso corporal.

  • Como diagnósticos temos:
  • Pulso rápido;
  • Palidez da pele e mucosas;
  • Sudorese profusa;
  • Pele fria.

ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS

Esta avaliação é importante para reconhecermos se existe diminuição na oxigenação cerebral, à qual poderão sobrevir quadros de Lipotimia, síncope, dentre outras. Para tanto, reconhecemos sinais importantes para descrevermos o nível de consciência deste paciente ou vítima, agrupado na sigla: AVDA, onde:

A = ALERTA
V = RESPOSTA AO ESTÍMULO VOCAL
D = RESPOSTA AO ESTÍMULO DOLOROSO
A = ARREATIVO

Avaliamos as alterações neurológicas também através da ESCALA DE GLASGOW. Por esta escala podemos fazer uma avaliação neurológica do estado agudo do paciente ou vítima, sabendo que um valor abaixo de 7 indica um estado de coma, por exemplo.

ESCALA DE GLASGOW

ABERTURA OCULAR
Espontânea .................................................................................... Valor 4
Estímulos verbais ..................................................................... Valor 3
Estímulos dolorosos .............................................................. Valor 2
Ausente .............................................................................................. Valor 1

MELHOR RESPOSTA VERBAL
Orientado .......................................................................................... Valor 5
Confuso ............................................................................................... Valor 4
Palavras Impróprias ................................................................ Valor 3
Sons Ininteligíveis .................................................................... Valor 2
Ausente ............................................................................................... Valor 1

MELHOR RESPOSTA MOTORA
Obedece comandos verbais .......................................... Valor 6
Localiza estímulos ................................................................... Valor 5
Retirada Inespecífica ............................................................ Valor 4
Padrão flexor .................................................................................. Valor 3
Padrão extensor  ....................................................................... Valor 2
Ausente  ............................................................................................. Valor 1

PARADA CARDÍACA

Sinais e Sintomas:

  • Ausência de pulso e dos batimentos cardíacos;
  • Palidez acentuada
  • Se, algum desse sintomas for diagnosticado, não será possível chamar o medico, iniciando as manobras.

O que fazer:

Aplicar a massagem cardíaca externa

Como fazer a massagem cardíaca externa:

  • Colocar a vítima deitada sobre uma superfície plana e dura;
  • Mãos do atendente devem estar sobrepostas a metade inferior do esterno;
  • Dedos abertos sem tocar o tórax;
  • Pressionar vigorosamente, abaixando o esterno e comprimindo o coração de encontro a coluna vertebral e em seguida descomprimindo-o;
  • Repetir quantas vezes for necessário até voltar os batimentos cardíacos;
  • Recomendável 60 compressões por minuto.

Cuidados:

Em jovens a pressão deve ser feita com apenas uma das mãos e em crianças apenas com os dedos.
Essa medida evita fraturas ósseas no esterno e costelas.
Se houver parada respiratória juntamente com cardíaca ambas devem ser realizadas, reciprocamente.

Causas de Parada respiratória:

  • Choque elétrico
  • Estrangulamento
  • Sufocação
  • Reações alérgicas
  • Afogamento
PARADA RESPIRATÓRIA

Como detectar:

Observar os sinais graves: Se o peito da vítima não se mexer ou se os lábios, face, língua e unhas ficarem azulados, certamente houve uma parada respiratória.

Como fazer a respiração artificial:

  • Afrouxe as roupas;
  • Desobstrua a circulação do pescoço, peito e cintura;
  • Desobstrua as vias aéreas (boca ou garganta);
  • Coloque a vítima em uma posição correta e deitada sobre uma superfície dura;
  • Ritmo de 15 respirações por minuto;
  • Ficar atento para reiniciar a manobra a qualquer momento.
  • Levantar o pescoço com uma das mãos, inclinando a cabeça para trás;
  • Puxar o queixo da vítima para cima, impedindo a língua de obstruir a entrada e saída de ar;
  • Colocar a boca sobre a boca;
  • Fechar as narinas da vítima com o polegar e o indicador;
  • Soprar dentro da boca até que o peito se levante e deixe que a vítima expire livremente;
  • Repita a manobra na freqüência de 12 a 15 vezes por minuto (1 insuflação de 5 em 5 segundos).

Na manobra da insuflação, verificar se a caixa torácica se eleva. Isso indica que a vítima está respirando e sua via respiratória se encontra livre.

Em certos casos, na presença de vômitos ou lesões no rosto da vítima, praticar a manobra com um lenço ou pedaço de pano sobre a boca.

Se as lesões ou outros motivos não permitirem a respiração boca a boca, neste caso, fazer a insuflação pelo nariz. Tapa-se a abertura da boca, inclina-se a cabeça e procede a insuflação.

Com crianças pequenas:

  • Deitar a criança com o rosto para cima
  • Cabeça inclinada para trás
  • Levantar o queixo projetando-o para fora
  • Evitar que a língua obstrua as vias aéreas e passagem de ar
  • Colocar a boca sobre a boca e o nariz da criança e soprar suavemente até que você veja o pulmão se expandir com ar e o peito se levantem
  • Deixe que ela expire e repita o método com ritmo de 15 respirações por minuto.
  • Pressione o estômago para evitar que ele se encha de ar.

Cuidados:

  • Manter a vítima aquecida e com as roupas frouxas;
  • Agir imediatamente
  • Manter a vítima deitada sobre uma superfície dura e rígida;
  • NÃO dê líquidos à vítima inconsciente;
  • NUNCA dar bebidas alcoólicas após recobrar a consciência;
  • Aconselha-se chá ou café;
  • Procure sempre um Médico quando a vítima se recuperar.

Causas:

  • Gases venenosos
  • Vapores químicos
  • Falta de oxigênio
  • Afogamento
  • Sufocação
  • Choque elétrico
  • Sedativos
ESTADO DE CHOQUE

Sinais e Sintomas:

  • Pele fria;
  • Sudorese;
  • Palidez da face;
  • Respiração curta, rápida e irregular;
  • Visão turva;
  • Pulso rápido e fraco;
  • Semiconsciência;
  • Vertigem ou queda ao chão;
  • Náuseas ou vômitos.

O que fazer:

  • Avaliar rapidamente o estado da vítima e estabelecer prioridades;
  • Colocar a vítima em posição lateral;
  • Afrouxar as roupas a agasalhar contra o frio;
  • Manter sempre a vítima respirando. Fornecer, se possível, oxigênio ou ar puro.

O que pode causar:

  • Queimaduras
  • Ferimentos graves ou externos
  • Esmagamentos
  • Perda de sangue
  • Envenenamento por produtos químicos
  • Ataque cardíaco
  • Exposições extremas ao calor ou frio
  • Intoxicação por alimentos
  • Fraturas

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Primeiros Socorros

SOCORRO BÁSICO DE EMERGÊNCIA

Socorros de urgência ou primeiros socorros são intervenções iniciais e imediatamente . . .

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